Setor de biodiesel pede a Lula aumento da mistura no diesel para 17%

Abiove, Aprobio, FPBio e Ubrabio entregam carta ao presidente nesta segunda-feira (13/07) pedindo elevação do teor de biodiesel de 15% para 17%

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Abiove, Aprobio, FPBio e Ubrabio, as quatro principais entidades do setor de biodiesel, entregam nesta segunda-feira (13/07) uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que a mistura de biodiesel no diesel suba para 17%. O documento chega em um momento em que o governo trabalha com uma meta menor: elevar o mandato atual de 15% para apenas 16%.

De acordo com as entidades signatárias, a carta será protocolada no período da tarde desta segunda-feira, dia 13 de julho.

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As entidades defendem que ampliar o uso de biocombustíveis diminui a vulnerabilidade nacional frente às variações dos preços internacionais do petróleo. O documento sustenta que o contexto externo torna ainda mais urgente a adoção da medida. “O contexto internacional reforça a urgência. Este é o momento de avançar para o B17”, dizem as entidades signatárias.

Na abertura da carta, as entidades escrevem: “Em cenário internacional marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, instabilidade geopolítica, os biocombustíveis brasileiros representam uma resposta concreta para ampliar a competitividade nacional, reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer a economia do país”.

O setor também aponta um efeito indireto: a maior produção de biodiesel induz o aumento da oferta e o barateamento do farelo de soja.

Testes e divergência com o governo

O Ministério de Minas e Energia (MME) postergou o incremento do percentual de biodiesel na composição do diesel, definindo um cronograma de testes ao longo de 2024. Por enquanto, a expectativa do governo é avançar somente até o patamar de 16%.

O setor, porém, considera que os testes já foram concluídos com sucesso. O programa de validação envolveu 16 laboratórios e universidades, com “testes em motores, veículos e máquinas agrícolas, que também contempla ensaios de durabilidade, desempenho, emissões, testes de campo e análises físico-químicas”.

As entidades afirmam que “os resultados obtidos até o momento reforçam a robustez dessa iniciativa e oferecem ao país condições técnicas para prosseguir com a política pública prevista na Lei do Combustível do Futuro, iniciando um novo ciclo com a adoção da mistura B17”, como é chamada a combinação com 17% de biodiesel, em linha com a Lei do Combustível do Futuro.

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