O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, apresentou o balanço e as projeções do setor em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros no Palácio do Planalto. O mercado automotivo representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do país, com uma cadeia produtiva que engloba os segmentos têxtil, de borracha, plástico, eletroeletrônica, vidro e inteligência artificial. Segundo o dirigente, as diretrizes da política industrial para o segmento geram impactos na cadeia de fornecedores e montadores.
Para 2026, a estimativa da Anfavea indica que o mercado brasileiro atingirá 3 milhões de veículos emplacados, patamar registrado anteriormente em 2014. O volume representa um crescimento de 12% nos emplacamentos em relação ao período anterior.
O andamento dos indicadores regulatórios foi atribuído ao programa Mover, apontado pelo setor como instrumento de previsibilidade para os ciclos de investimentos da indústria, que variam de 5 a 6 anos. O programa resultou no anúncio de aportes que somam mais de R$ 150 bilhões no país.
Diferença entre produção e mercado internacional
A produção nacional projetada para o ano deve alcançar 2,8 milhões de unidades. A diferença de 200 um mil veículos entre o total produzido e o volume de emplacamentos decorre do mercado internacional. Em razão da retração econômica em setores parceiros da região, como a Argentina, os embarques de exportação registram uma redução de 12% para o período.
Marco de fabricação
A Anfavea também registrou a marca de 100 milhões de veículos produzidos no Brasil desde o início da série histórica em 1957. O volume acumulado coincide com o período em que a entidade completa 70 anos de atuação. O dirigente ressaltou a relação entre os entes públicos e o setor privado para a manutenção dos postos de trabalho, geração de renda e aplicação de marcos regulatórios na indústria nacional.
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