Flávio Bolsonaro se recusou a criticar Ronaldo Caiado e Romeu Zema, pré-candidatos à Presidência do mesmo espectro político, e classificou os ataques entre candidatos da direita como um desserviço. A declaração foi feita nesta terça-feira (15/07) em entrevista ao podcast Flow.
O senador pelo PL-RJ, que também é pré-candidato à Presidência, disse que não vai entrar nesse jogo. “Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho”, afirmou.
A postura tem uma lógica eleitoral clara. Flávio afirmou que espera chegar ao segundo turno e que, nesse cenário, precisará do apoio dos próprios rivais que hoje disputam o mesmo eleitorado.
“Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque, na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em poder pensando em quem vai para o segundo turno”, declarou.
Em resumo, o que está em jogo é a construção de uma aliança conservadora para uma eventual disputa final. Ao evitar o confronto agora, Flávio tenta preservar pontes com Caiado, do PSD, e Zema, do Novo, para uma possível composição futura.
O PT foi citado pelo senador como o adversário comum que justifica a trégua. Na prática, isso significa que Flávio aposta em uma campanha focada em propostas próprias, sem desgastar os aliados potenciais do campo conservador.
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