O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta quarta-feira (15/07), a aplicação de uma nova barreira tarifária contra o comércio exterior brasileiro. O presidente norte-americano, Donald Trump, acatou a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e decidiu aplicar uma alíquota adicional de 25% sobre diversos bens importados do Brasil.
O anúncio oficial foi feito pelo Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Apesar do forte impacto da medida, o governo norte-americano confirmou que dois dos principais produtos da balança comercial brasileira exportados para o país — o café e as carnes — estarão isentos da nova cobrança.
Justificativas de Washington e o risco de retaliação
O novo imposto decorre de investigações conduzidas pelo USTR desde que o governo Trump anunciou a primeira tarifa, de 50%, contra o Brasil em julho de 2025. O processo corre amparado pela Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, mecanismo que permite ao país impor sanções unilaterais a parceiros comerciais sob a alegação de práticas desleais.
Segundo o órgão norte-americano, a taxação foi motivada por preocupações com políticas adotadas pelo governo brasileiro. Entre os pontos citados estão:
- Comércio digital;
- Tarifas preferenciais e desmatamento ilegal;
- Mercado de etanol e processamento de patentes;
- Combate à pirataria e à corrupção.
Durante pronunciamento, Jamieson Greer afirmou que a Casa Branca tomou uma decisão de “ação responsiva” e alertou que os EUA revisarão a postura caso Brasília opte por retaliar a medida. “Não é de interesse de ninguém que ocorram retaliações”, destacou. A lista detalhada com todos os produtos atingidos pelo tarifaço deve ser publicada ainda nesta noite.
Impacto na economia brasileira
Apesar do forte ruído diplomático e da pressão para as empresas exportadoras, o Ministério da Fazenda do Brasil projeta que o dano imediato na atividade econômica do país não deve ser dramático.
Segundo análise da Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgada no último boletim Macrofiscal, as novas tarifas americanas devem gerar um impacto classificado como “reduzido” na atividade econômica geral do Brasil.
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