Helicópteros que colidiram no Rio de Janeiro voavam na mesma rota e altitude, diz CENIPA

Relatório preliminar aponta falta de registros das comunicações entre aeronaves

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(Foto: Reportagem TMC)

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos confirma que os dois helicópteros que colidiram sobre um estacionamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, voavam na mesma rota e altitude, no momento do acidente. 

O relatório preliminar do CENIPA foi divulgado nesta quarta-feira (15/07), um mês depois da colisão. De acordo com o documento, as comunicações dos helicópteros ocorriam por meio da Frequência de Coordenação Aérea CENTRO, que não era monitorada pelos órgãos de controle. Além disso, não há gravação das comunicações entre as aeronaves em autocoordenação.

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A reportagem da TMC conversou com o engenheiro aeronáutico Adalberto Febeliano, que explicou que, apesar de exames e análises complementares ainda serem conduzidos e nenhuma hipótese ser descartada pelo CENIPA, o reporte preliminar mostra que as aeronaves voavam pelas mesmas Rotas Especiais de Helicópteros. 

De acordo com o relatório, a aeronave PP-MAC decolou, às 11h51, do aeródromo de Jacarepaguá com destino ao Heliponto Piratas Mall, em Angra dos Reis, com um tripulante e quatro passageiros a bordo. Entre eles, estavam o cantor Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi. 

A aeronave PR-DJJ decolou, às 11h46, do aeródromo Santos Dumont, no Centro do Rio, com destino ao Heliponto Helicentro Guaratiba, na Zona Oeste, com apenas o piloto a bordo. Nenhum dos helicópteros apresentou anormalidades nos primeiros momentos do voo. 

Para Febeliano, os pilotos deveriam informar as posições uns aos outros por rádio, utilizando uma frequência específica. No entanto, isso não foi feito. 

As aeronaves voavam pelas mesmas Rotas Especiais de Helicópteros (REHs), corredores aéreos utilizados para organizar o intenso tráfego de aeronaves desse tipo no Rio de Janeiro. Os planos de voo previam a utilização das rotas Praia e Grota, inclusive em altitudes compatíveis, e a colisão aconteceu entre os pontos conhecidos como Tachas e Piabas.

O relatório final só vai ser divulgado ao fim da investigação, com as indicações dos fatores contribuintes para o acidente. Os trabalhos seguem com análises dos aspectos operacionais, humanos, de aeronavegabilidade e do controle do espaço aéreo. 

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