O governo Trump anunciou nesta quinta-feira (16/07) tarifas de 25% incidentes sobre a maior parte dos produtos importados do Brasil, medida que intensificou o debate político no interior do país.
O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pelo tarifaço. Em publicações nas redes sociais feitas logo após o anúncio, o senador declarou que Lula perdeu as condições de continuar no cargo. “Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, escreveu.
Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 16, 2026
O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação.
Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção,… https://t.co/cbGkKyoUpL
Viagem aos EUA sem resultado
Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos nos primeiros dias de julho com a intenção de reverter as tarifas. A tentativa não surtiu efeito.
Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio atribuiu a responsabilidade pelo tarifaço ao governo Lula.
Leia mais: Lula abre seis pontos sobre Flávio Bolsonaro em pesquisa PoderData/AYA
Resposta do Planalto
A decisão de Washington foi considerada injustificada pelo Palácio do Planalto. Em nota oficial, o governo federal declarou: “O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974”, norma americana que autoriza o Executivo dos EUA a retaliar nações por práticas tidas como desleais no comércio internacional.
O governo brasileiro anunciou que acionará tanto a Lei de Reciprocidade Econômica quanto a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas. Na prática, a estratégia combina instrumentos jurídicos nacionais com o fórum multilateral de comércio para questionar a legalidade das medidas impostas por Washington.




