A Casa Branca posicionou-se na noite de sexta-feira (17/07) sobre o episódio mais tenso da Copa do Mundo de 2026, defendendo o direito de jogadores argentinos de exibirem uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas” na semifinal disputada em Atlanta, em que a Argentina derrotou a Inglaterra.
Andrew Giuliani, responsável pelo grupo de trabalho da Casa Branca voltado à Copa do Mundo 2026, fundamentou o gesto na Primeira Emenda, dispositivo constitucional americano que garante a liberdade de expressão.
“Quanto à capacidade e à oportunidade de fazer esse tipo de declaração, eles têm o direito de fazê-lo nos Estados Unidos”, afirmou Giuliani, acrescentando: “Nós acreditamos em nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda”.
A Argentina venceu a Inglaterra na última quarta-feira (15/07) com uma virada nos últimos minutos. Logo após o apito final, os jogadores argentinos exibiram a faixa, reacendendo uma disputa territorial que remonta a 1833, quando o Reino Unido assumiu o controle do arquipélago das Malvinas, chamado de Ilhas Falklands pelos britânicos.
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Reação britânica e posição da Fifa
O governo britânico reagiu com irritação. Segundo nota oficial, o governo solicitou à Fifa uma investigação minuciosa sobre o episódio. A posição britânica foi direta: “um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política esteja separada do futebol”.
Em tom mais incisivo, o governo do Reino Unido também afirmou que “a Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Falklands definitivamente são”.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) comunicou que examina os documentos oficiais da partida antes de definir se tomará alguma providência, sem adiantar qual seria o encaminhamento do caso.
A disputa pelas Malvinas é um dos conflitos territoriais mais sensíveis entre países de língua inglesa e hispânica. O arquipélago está sob administração britânica desde 1833, mas a Argentina nunca reconheceu a soberania do Reino Unido sobre o território. O tema já gerou uma guerra entre os dois países, em 1982.
Na prática, o episódio coloca a Fifa em posição delicada: de um lado, o regulamento do torneio veda manifestações políticas em campo; de outro, o país-sede, os Estados Unidos, sinalizou, pela voz da Casa Branca, que vê o gesto como exercício legítimo de liberdade de expressão. A análise das súmulas pela Fifa ainda não tem prazo definido para conclusão.




