Times Square mineira? Praça Sete, em BH, avança para ganhar painéis de LED em prédios

Apesar do aval, os painéis ainda não podem ser instalados imediatamente, porque os projetos dependem de outras análises e autorizações de órgãos públicos.

Por , Belo Horizonte
O parecer favorável foi aprovado por oito votos a três (CMBH/Divulgação)

A instalação de grandes painéis de LED em edifícios históricos da Praça Sete avançou em Belo Horizonte. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município aprovou os projetos para colocação dos equipamentos em três prédios no entorno do cruzamento mais conhecido da capital.

O parecer favorável foi aprovado por oito votos a três. Apesar do aval, os painéis ainda não podem ser instalados imediatamente, porque os projetos dependem de outras análises e autorizações de órgãos públicos.

Quais prédios poderão receber os painéis?

Os projetos contemplam os seguintes imóveis:

  • Edifício Helena Passig, na Rua Rio de Janeiro, 462;
  • P7 Criativo, antigo Banco Mineiro da Produção, na Rua Rio de Janeiro, 471;
  • Brasil Palace Hotel, na Rua dos Carijós, 269.

Os três edifícios fazem parte do Conjunto Urbano Avenida Afonso Pena e Adjacências e possuem proteção patrimonial. A análise dos projetos constava da pauta oficial da reunião do conselho.

Instalação ainda depende de licenciamento

O parecer do Conselho do Patrimônio representa uma das etapas necessárias para o projeto, mas não encerra o processo.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, os responsáveis ainda deverão obter pareceres e licenciamentos dos órgãos municipais e estaduais competentes antes da colocação dos equipamentos.

Assim, ainda não há uma data confirmada para que os painéis comecem a funcionar.

Projeto ficou conhecido como “Times Square de BH”

A proposta de transformar a Praça Sete em uma área especial para publicidade luminosa ficou popularmente conhecida como “Times Square de BH” ou “Times Square mineira”, em referência à região de Nova York marcada por grandes telas publicitárias.

A legislação permite painéis de até 40 metros de altura, desde que não ocupem mais de 30% da fachada de cada edifício. O texto também prevê regras específicas para luminosidade, segurança e proteção dos imóveis.

Durante a tramitação na Câmara Municipal, a proposta provocou divergências. Defensores argumentaram que os painéis poderiam estimular atividades econômicas e contribuir para a movimentação do Centro. Críticos levantaram preocupações sobre poluição visual e impacto nos prédios históricos.

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