O comentarista Rodrigo Alvarez, da TMC, questionou a capacidade da Polícia do Senado de garantir a segurança do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) diante das ameaças recebidas pelo parlamentar.
Durante o comentário, Alvarez fez uma comparação com o atentado sofrido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado, e levantou dúvidas sobre os desafios enfrentados pelas equipes de proteção de autoridades.
“Se o Serviço Secreto dos Estados Unidos não conseguiu conter um atentado contra Donald Trump lá nos Estados Unidos, como é que a Polícia do Senado vai ser capaz de cuidar de um candidato aqui no Brasil?”, questionou o comentarista.
A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar, nesta quarta-feira (22), que terá a segurança reforçada exclusivamente pela Polícia do Senado. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada depois que o setor de inteligência da corporação identificou mais de 2 mil conteúdos com ameaças e incitação à violência contra ele desde o início de junho.
Ao comentar o tema, o consultor de segurança Marcy José de Campos Verde afirmou que não existe proteção completamente infalível, mesmo quando realizada por equipes altamente treinadas.
Segundo o especialista, um dos princípios da área é que “não existe segurança 100%”. Ele lembrou que líderes mundiais protegidos por estruturas consideradas entre as mais eficientes do mundo, como papas, primeiros-ministros de Israel e presidentes dos Estados Unidos, já foram alvo de atentados. Para ele, o sucesso da proteção depende de planejamento, inteligência e monitoramento constante.
Como parte do novo protocolo de segurança, a campanha de Flávio Bolsonaro triplicou o número de policiais do Senado na escolta, determinou o uso permanente de colete à prova de balas, reforçou o armamento disponível, ampliou a frota de viaturas e criou um centro de comando em Brasília com funcionamento 24 horas por dia para acompanhar os deslocamentos do pré-candidato.
A mudança também tem um componente político. Flávio Bolsonaro decidiu abrir mão da escolta da Polícia Federal, responsável tradicionalmente pela proteção de candidatos durante o período eleitoral. O senador afirma não confiar na direção da corporação e diz temer uma eventual infiltração de agentes em sua campanha.
A decisão difere da adotada por outras lideranças políticas. Nas eleições de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a proteção da Polícia Federal durante a campanha. Mais recentemente, o pré-candidato Renan Santos (Missão) antecipou sua convenção partidária para garantir que a PF assumisse oficialmente sua segurança após relatar ameaças.




