O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que pretende ampliar os investimentos nas Forças Armadas, com foco em armamentos, tecnologia e capacitação, para garantir que “ninguém meta o nariz no nosso país”.
A declaração foi feita durante visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), empresa que desenvolve produtos e serviços de defesa para as Forças Armadas brasileiras.
Segundo Lula, o Brasil deve manter uma postura pacífica, mas estar preparado para defender sua soberania.
“Quero as Forças Armadas com armamento e conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando em paz. Mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, afirmou.
A fala ocorre na semana em que os Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa para até 37,5%. O governo norte-americano justificou as medidas com alegações de práticas comerciais consideradas desleais, desmatamento e falhas no combate ao trabalho forçado. O governo brasileiro classificou a decisão como “arbitrária e injustificada” e informou que recorrerá aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade.
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Durante o discurso, Lula também afirmou que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa diante das riquezas naturais do país, citando minerais críticos, terras raras e a Floresta Amazônica como ativos estratégicos.
O presidente disse que investimentos na área são necessários para proteger o território nacional e comparou a importância das Forças Armadas à crença em Deus.
“As Forças Armadas são que nem Deus. Você pode não acreditar, mas, na primeira vez que tiver dor de barriga, vai dizer: ‘Ai, meu Deus'”, declarou.
Sem citar países ou líderes, Lula afirmou que há “loucos no mundo querendo fazer guerra” e lembrou que o Brasil faz fronteira com quase todos os países da América do Sul. Ele também mencionou a Guerra do Paraguai para defender que o país esteja preparado para eventuais conflitos.
Segundo o presidente, o Brasil tem a paz como prioridade, mas precisa manter suas Forças Armadas treinadas e equipadas para garantir a defesa da soberania nacional.




