O Tribunal de Justiça do Rio absolveu o ex-delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio da acusação de obstrução de justiça. A decisão foi tomada por maioria de votos pela 5ª Câmara Criminal, que reformou a sentença de primeira instância que o havia condenado a nove anos e sete meses de prisão por esse crime.
Maurício Demétrio foi preso em 30 de junho de 2021, durante a Operação Carta de Corso, deflagrada pelo Ministério Público do Rio. Ex-titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, a DRCPIM, ele foi apontado como chefe de uma organização criminosa que cobrava propina de lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis, para permitir a venda de roupas falsificadas.
Segundo a investigação, comerciantes que se recusavam a pagar eram alvo de operações policiais e apreensões de mercadorias. O Ministério Público também acusou o grupo de forjar provas e usar a estrutura da Polícia Civil para intimidar testemunhas e proteger o esquema.
Além desse caso, o ex-delegado responde a processos por organização criminosa, concussão, corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao analisar o recurso da defesa, os desembargadores decidiram absolvê-lo da acusação de obstrução de justiça e determinaram a expedição de um alvará de soltura.
A decisão, porém, não significa que Maurício Demétrio será colocado em liberdade imediatamente. Isso porque o alvará foi expedido apenas neste processo e ainda será verificado se há outras ordens judiciais de prisão em vigor. Se houver, ele continuará preso enquanto responde às demais ações penais.
A reportagem da TMC procurou a defesa dele e aguarda retorno.




