O desaparecimento e a confirmação da morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, chocaram a região. Para entender como o crime aconteceu e o que dizem as investigações da Polícia Civil, acompanhe a linha do tempo do caso:
O cronograma do caso
- Final de junho: a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar desaparece em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, logo após um suposto acerto de contas com a patroa;
- 10 de Julho (Sexta-feira): diante de suspeitas e inconsistências, a Polícia Civil cumpre um mandado de prisão temporária contra Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, patroa de Berenice. Na casa de Eliane, os agentes apreendem dois celulares e três armas registradas;
- 14 de Julho (Terça-feira): imagens de câmeras de segurança e registros de radares vêm a público, desmentindo a versão inicial da patroa sobre o trajeto feito no dia do sumiço;
- 17 de Julho (Sexta-feira): restos mortais são localizados em uma área de vegetação na região de Serra d’Água, próximo à Estrada de Lídice, em Angra dos Reis. Na mesma noite, o filho de Berenice realiza o reconhecimento do corpo;
- 18 de Julho (Sábado): a Polícia Civil confirma oficialmente que os restos mortais pertencem a Berenice.
O que a polícia já sabe
Para reconstruir os passos do crime e contrapor a versão da suspeita, a Polícia Civil se baseou em três pilares principais:
1. As contradições da patroa
Em seu depoimento inicial, Eliane Alves afirmou que havia pago R$ 2,6 mil de rescisão contratual a Berenice e que a teria deixado em um ponto de ônibus.
Contudo, as investigações desmontaram a versão: imagens de segurança flagraram a caminhonete de Eliane trafegando pela Estrada do Pasto Grande em direção a Paraty, uma rota completamente diferente da alegada.
2. Perícia no veículo
A caminhonete de Eliane tornou-se a principal peça material do crime. Os peritos criminais encontraram:
- Marcas no exterior do veículo compatíveis com tiros de arma de fogo.
- Com o uso de luminol, foram identificados vestígios de sangue, com maior concentração no banco do carona.
3. O desespero da família
No início das buscas, o filho de Berenice, José Carlos de Faria, chegou a confrontar a patroa por telefone. Em áudio divulgado pela Rede Vanguarda, ele cobrava respostas:
“O que aconteceu? Porque minha mãe sumiu (…) Aconteceu alguma coisa? Vocês discutiram? Aconteceu alguma coisa mais séria? Abre o jogo.”
Próximos Passos
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, sob a coordenação do delegado André Luiz Matera Costilhas. Eliane Alves dos Santos permanece presa temporariamente e deve prestar um novo depoimento na cidade de Caraguatatuba. Os laudos periciais da caminhonete e do local onde o corpo foi encontrado devem ser concluídos nos próximos dias para determinar a causa exata da morte.




