A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta sexta-feira (17/07), mais um suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O preso é Luiz Altino da Silva, de 42 anos, conhecido como “Chuck”, alvo de prisão temporária decretada pela Justiça. Segundo as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), ele se apresentou no Palácio da Polícia, onde foi detido.
De acordo com a Polícia Civil, Chuck teria participado da logística do atentado. A investigação aponta que ele foi responsável por providenciar o desaparecimento da motocicleta utilizada pelos atiradores após o crime. Para isso, teria prometido pagar R$ 500 a um homem encarregado de esconder o veículo, mas entregou apenas R$ 100.
Ainda segundo a apuração, o plano fracassou porque o responsável pelo descarte da motocicleta não teria experiência para conduzir o veículo. A moto acabou sendo abandonada nas proximidades de Heliópolis, na Zona Sul da capital, o que permitiu que a polícia a localizasse e avançasse na identificação dos envolvidos.
Com a prisão de Chuck, chega a quatro o número de suspeitos presos por participação no atentado. A investigação também aponta que um dos autores dos disparos permanece foragido e segue sendo procurado. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) mantém uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização do suspeito apontado como responsável pelos tiros.
O atentado ocorreu em 27 de junho, quando o tenente foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Segundo a investigação, o policial sobreviveu ao ataque porque a arma utilizada pelos criminosos apresentou uma falha mecânica durante a ação, embora ele tenha sido atingido por um disparo na região da nuca.
Desde o início das investigações, seis homens morreram em ações da Rota realizadas durante a busca por suspeitos de participação no atentado. Em todos os casos, a Polícia Militar informou que houve confronto durante as abordagens. As ocorrências foram registradas como mortes decorrentes de intervenção policial e são investigadas pelas autoridades competentes.
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