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Toffoli bloqueia patrimônio de Tanure em investigação sobre fraudes no Master

Decisão judicial que estava em sigilo atinge 38 pessoas e valores de até R$ 5,77 bilhões

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio de bens do empresário Nelson Tanure, investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero.

A decisão judicial foi tomada em 6 de janeiro deste ano e permaneceu em sigilo até a última sexta-feira (16/01). Tanure é suspeito de envolvimento em supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

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A medida judicial determinou o sequestro e bloqueio de bens de 38 pessoas, com valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões. Toffoli é o relator do caso Master no STF e atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao emitir a decisão.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero na última quarta-feira (14/01), quando Tanure foi um dos alvos das investigações. Com autorização do Supremo, os investigadores também quebraram os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades ligadas ao caso, procedimento realizado entre 20 e 21 de outubro de 2025.

As investigações apuram possíveis crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, indução de investidores a erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

Nelson Tanure, principal acionista da Gafisa, entrou na mira dos investigadores por operações financeiras realizadas por meio de fundos e corretoras vinculadas ao Banco Master.

A PF já investigava o empresário desde 2024 por suspeitas de que ele seria o controlador de fato da instituição financeira, algo que Tanure nega.

Na única menção ao empresário em sua decisão, Toffoli escreveu: “Quanto a NELSON TANURE, a autoridade policial salientou que ele é apontado como o beneficiário final da LORMONT PARTICIPAÇÕES S.A., cujas CCBs de R$ 73,7 milhões concentraram 97% da carteira do FIDC MARANTA em operação entre partes relacionadas, é também assentado como sócio oculto do BANCO MÁSTER, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio deve ocorrer no mesmo volume daquele em relação a DANIEL VORCARO”.

Entre as transações que chamaram atenção dos investigadores está o investimento da Gafisa no fundo imobiliário Brazil Realty. A construtora aplicou R$ 325,6 milhões neste fundo entre 2019 e 2022. O Brazil Realty foi investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeita de fraude envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Leia mais: Alvo ação da PF contra o Master, Tanure fez carreira recuperando empresas falidas

Vorcaro chegou a ser preso em novembro após a liquidação da instituição pelo Banco Central, mas posteriormente foi solto. Segundo os investigadores da Operação Compliance Zero, ele teria utilizado uma cadeia de diversos fundos de investimento para realizar operações financeiras fraudulentas, com o objetivo de desviar recursos para si próprio e aliados.

Em nota, após a deflagração da operação da PF, a defesa de Tanure afirmou que o empresário não tem “qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente nos últimos anos”.

A defesa também declarou que “no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação”.

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