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Alvo ação da PF contra o Master, Tanure fez carreira recuperando empresas falidas

A operação da PF ocorre em território nacional, concentrando-se nas atividades relacionadas ao Banco Master e nas conexões com os investigados

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Marco Antonio Lima)

O empresário Nelson Tanure foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (14/01). A ação, que investiga supostos créditos fraudulentos, cumpre 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nelson Tanure é conhecido no mercado por sua especialização na recuperação de empresas com dificuldades financeiras. Sua estratégia de negócios baseia-se principalmente na injeção de capital em companhias que enfrentam problemas econômicos. Nascido em Salvador (BA), Tanure tem 74 anos e deixou sua cidade natal ainda jovem para construir sua carreira no Rio de Janeiro, construindo sua reputação em torno da aquisição de empresas falidas ou endividadas.

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Recentemente, Tanure ganhou destaque como controlador do fundo de investimento “Saint German”, um dos acionistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), quando solicitou a convocação de uma assembleia para destituir todo o conselho de administração da companhia.

O empresário possui um diversificado portfólio de investimentos que abrange múltiplos setores da economia brasileira. Sua atuação estende-se por áreas como saúde, geração de energia, serviços industriais, petróleo e gás, shopping centers, estaleiros, sistema financeiro, imprensa, telecomunicações e mercado imobiliário. Tanure também opera na compra e venda de ativos estressados e participações minoritárias em diversos segmentos.

Leia mais: Daniela Lima: Pai de Vorcaro, Nelson Tanure e fundador da Reag estão entre alvos da operação da PF

Entre as empresas nas quais o empresário baiano mantém participação acionária estão a Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO, TIM Brasil e Docas Investimentos S.A. Seu portfólio inclui ainda a Sequip (Serviços de Engenharia e Equipamentos) e a Ligga, nova denominação do grupo formado pelas ex-estatais Copel Telecom, Sercomtel, Horizons e Nova Fibra.

O primeiro grande negócio de Tanure foi em 1980 com a Sequip, empresa de serviços de engenharia voltada para a indústria de petróleo. Em seguida, ele adquiriu o estaleiro Verolme, que naquele momento estava em concordata. Nos anos 2000, ampliou sua atuação para o setor de comunicação, adquirindo o Jornal do Brasil e arrendando o jornal Gazeta Mercantil.

Na área de telecomunicações, adquiriu a Intelig por R$ 10 milhões e revendeu-a para a TIM por cerca de R$ 650 milhões. Em 2016, adquiriu uma participação na Oi, marcada por um dos maiores processos judiciais do país.

A operação da PF ocorre em território nacional, concentrando-se nas atividades relacionadas ao Banco Master e nas conexões com os investigados, incluindo Tanure.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou informações sobre os valores envolvidos nas supostas fraudes investigadas, nem a extensão das acusações contra cada um dos investigados. As próximas etapas da investigação devem incluir a análise de documentos e possíveis depoimentos dos envolvidos, conforme o andamento da Operação Compliance Zero.

Nelson Tanure é filho de pai espanhol e mãe brasileira, tem quatro filhos e é formado em administração de empresas pela Universidade Federal da Bahia. Além de seus negócios, Nelson possui uma forte ligação com a música clássica e a ópera, tendo já ocupado o cargo de vice-presidente da Orquestra Sinfônica Brasileira.

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