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Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, segundo INCA

Câncer de mama deve ser o mais frequente em mulheres e o câncer de próstata em homens

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil registrará 781 mil novos casos de câncer anualmente no período de 2026 a 2028. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (4/2), Dia Mundial do Câncer.

Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, o número previsto é de aproximadamente 518 mil casos por ano no país, sendo 256 mil em homens e 262 mil em mulheres.

Os dados integram a publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, elaborada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA. O documento aponta que o câncer se consolida como uma das principais causas de adoecimento e morte no território nacional, aproximando-se das doenças cardiovasculares em impacto na saúde pública.

O envelhecimento da população, desafios ao acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento são os principais fatores de risco que aumentam a incidência dos casos.

No triênio de 2023 a 2025, o último calculado pelo INCA, a estimativa foi de 704.080 casos de câncer por ano.

O lançamento oficial da publicação do INCA para o triênio de 2026 a 2028 foi realizado no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outras autoridades.

Incidência por sexo e tipos mais comuns

O câncer de mama será o mais incidente entre as mulheres (78.610 casos/ano), enquanto o de próstata vai liderar entre os homens (77.920 casos/ano), ambos representando cerca de 30% do total de diagnósticos em seus respectivos sexos.

Entre os homens, os cânceres com maior incidência estimada são:

  • Próstata (30,5%)
  • Cólon e reto (10,3%)
  • Pulmão (7,3%)
  • Estômago (5,4%)
  • Cavidade oral (4,8%)

Entre as mulheres, os tipos mais frequentes são:

  • Mama (30%)
  • Cólon e reto (10,5%)
  • Colo do útero (7,4%)
  • Pulmão (6,4%)
  • Tireoide (5,1%)

O câncer de pele não melanoma aparece como o mais incidente em ambos os sexos, sendo contabilizado separadamente nas estatísticas devido à sua alta ocorrência e baixa letalidade.

O INCA destaca ainda cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o de colo de útero (prevenível pela vacina do HPV) e o colorretal (que pode ser detectado precocemente pela colonoscopia).

Diferenças regionais e fatores associados

O estudo abrange todo o território nacional e evidencia diferenças regionais importantes na incidência da doença. Essas variações estão relacionadas a fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde nas diferentes regiões do Brasil.

As estimativas refletem não apenas o envelhecimento da população brasileira, mas também as desigualdades persistentes no acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença no país.

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