Dois pré-candidatos a deputados pelo PL causaram uma confusão na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os influenciadores da extrema-direita foram expulsos do campus Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) depois de tentar gravar conteúdo desafiando os jovens a “provar” que o presidente Lula (PT) era melhor que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles levaram um cartaz e ofereciam um pix de R$ 500 para quem topasse a provocação.
Os alunos reagiram e houve briga, com spray de pimenta, socos e empurra-empurra. Foi preciso chamar a polícia, mas a dupla saiu antes da chegada da Polícia Militar. O Diretório Acadêmico da Fafich publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a retirada dos bolsonaristas do campus e registro de parte da briga. Em nota, o D.A. afirma que “na UFMG nós não permitimos que isso aconteça. Em defesa dos nossos direitos e da universidade pública”, escreveram os estudantes.
Já a UFMG, afirma que não foi avisada das gravações e nem da presença do PL, que garante que seus espaços são abertos ao debate público e à livre manifestação de ideias e que agiu para garantir a segurança de todos. E que segue “atuando na defesa de um ambiente plural e reafirmando compromisso com a democracia”.

Quem são os pré-candidatos?
Os bolsonaristas que foram expulsos da federal são Douglas Garcia (União Brasil), de São Paulo, e Marília Amaral (PL), de Minas Gerais. A mineira já esteve na Universidade Federal de Lavras (UFLA) na semana passada fazendo a mesma provocação aos estudantes.
Marília é advogada, presidente do PL Mulher de Contagem, na região Metropolitana de BH. Casada com o deputado estadual Cabo Junio Amaral (PL), é pré-candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nas redes, tem quase 100 mil seguidores e se descreve como católica.
Douglas é paulista, pré-candidato a deputado estadual por SP, tem 32 anos e mais de 1,7 milhão de seguidores. Se descreve como Cristão, pró-vida e anti-comunista.




