O corpo do piloto Alexandre Souza, de 59 anos, foi o primeiro a ser identificado e liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio de Janeiro, após a colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos na manhã deste domingo (14/06), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital fluminense.
Segundo informações apuradas no local, apesar da liberação oficial, o corpo deve permanecer no IML até esta segunda-feira (15/06) por questões burocráticas e relacionadas aos serviços funerários. Alexandre completaria 60 anos em dez dias.
As equipes do IML realizaram um esforço para concluir a identificação ainda neste domingo, mesmo após o horário regular do setor responsável pelas necropsias. Embora o instituto funcione 24 horas por dia, os procedimentos de identificação e liberação de corpos seguem uma rotina específica.
Além de Alexandre, outra vítima já teria sido identificada pelos peritos, segundo fontes ouvidas pela imprensa. Trata-se de Lucas Rocha, enteado de um desembargador do Rio de Janeiro. Até o momento, porém, não havia confirmação oficial sobre a liberação do corpo.
Familiares do piloto estiveram no IML durante a noite, mas deixaram o local sem falar com a imprensa. De acordo com relatos, eles estavam bastante abalados.
Liberação de estrangeiros pode demorar
As autoridades também enfrentam desafios adicionais para a identificação e liberação dos corpos das vítimas estrangeiras. Entre os mortos estão o cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi.
Nesses casos, os procedimentos envolvem consulados, embaixadas, Polícia Federal e órgãos do governo federal, além da necessidade de documentação específica para eventual traslado internacional dos corpos. O processo relacionado à vítima argentina já teria sido iniciado, mas ainda depende do envio de informações por parte das autoridades do país vizinho.
Por causa desses trâmites, a expectativa é que a liberação dos corpos dos estrangeiros leve mais tempo do que a das demais vítimas.
Acidente deixou seis mortos
A colisão aconteceu por volta das 9h da manhã deste domingo. Segundo testemunhas, as duas aeronaves se chocaram no ar antes de cair em um terreno utilizado como pátio de veículos no Recreio dos Bandeirantes.
Um dos helicópteros, um modelo Eurocopter AS 350 B2, explodiu ao atingir o solo, provocando incêndios e novas explosões entre os veículos estacionados no local. A outra aeronave, um Bell 206B, caiu sem pegar fogo.
As seis vítimas identificadas pelas autoridades são:
- Alexandre Souza, piloto do helicóptero PP-MAC;
- Gaspar Prim Díaz (Gaspi), influenciador argentino;
- Lucas Brito Chaves (Lucas Frota), produtor musical;
- Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
- Nickell Oliver Tree, cantor e produtor norte-americano;
- Charles Marsillac, piloto do helicóptero PR-DJJ.
As causas da colisão ainda são investigadas pela Polícia Civil e pelos órgãos responsáveis pela investigação de acidentes aeronáuticos ligados à Força Aérea Brasileira.
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