Governo federal cede terreno da Favela do Moinho ao estado de São Paulo

Contrato assinado em nesta sexta-feira prevê subsídios de R$ 250 mil por família e área verde no centro de SP; 84% das moradias já estão contratadas

Por , São Paulo | Atualizado em:

O governo federal cedeu gratuitamente ao estado de São Paulo o terreno onde funcionou a favela do Moinho por mais de três décadas. O contrato foi assinado nesta sexta-feira (03/07). A área, no centro da capital paulista, abrigou cerca de 850 famílias antes das remoções, iniciadas em abril de 2025.

Um ano depois do início das remoções, quase todas as construções no local já foram demolidas. O terreno pertencia à União e agora passa ao controle do estado por meio de cessão gratuita.

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O acordo prevê apoio financeiro para cada família reassentada. O governo federal comprometeu-se com um subsídio de R$ 180 mil por família para a compra de casa. O estado de São Paulo entra com mais R$ 70 mil por família, totalizando R$ 250 mil por núcleo familiar.

Durante o período de espera pela entrega dos apartamentos, as famílias recebem auxílio-moradia de R$ 1.200 por mês.

Esther Dweck, ministra responsável pela pasta da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, declarou durante a cerimônia de assinatura: “Hoje temos 84% das famílias que estavam lá com suas casas permanentes contratadas, ainda que não estejam prontas, e as 16% que faltam também terão suas moradias garantidas”.

Ao menos três famílias ainda tentam provar, junto ao governo estadual, que residiam no local antes do acordo de reassentamento.

O que vai surgir no lugar

No local, o estado planeja implantar o Parque do Moinho, projeto conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação. A proposta inclui áreas verdes, pista de skate, mobiliário urbano, paisagismo, além de espaços coletivos e rotas destinadas a pedestres e ciclistas.

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A implantação será feita em fases. Primeiro vem o parque. Depois, uma nova estação de trem será construída no mesmo local.

O secretário estadual Marcelo Branco declarou à Folha de São Paulo: “A cessão da área não só sela o acordo, mas confirma que cumprimos o nosso propósito de convencer o governo federal de que não tinha cabimento ter pessoas vivendo sob domínio do crime organizado em um terreno da União”.

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