Uma idosa identificada como Jandira morreu em 11/06 de 2026, três dias após ser submetida a uma cirurgia que não era para ela. O procedimento, uma gastrostomia endoscópica, foi realizado no Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas e estava destinado a outra paciente. O erro só foi descoberto ao final da operação, durante a passagem de plantão.
De acordo com documentos do prontuário obtidos pela EPTV, o procedimento cirúrgico teve início às 18h45 e foi concluído às 19h20 do dia 08/06. O motivo da internação de Jandira era uma obstrução intestinal decorrente do retorno de um câncer de cólon — enfermidade que ela já havia superado 12 anos atrás, segundo relato de sua neta, Camila Dias Barozzi.
No dia seguinte à cirurgia, 09/06, os registros médicos do hospital apontam que Jandira apresentou confusão mental, hipotensão, queda na saturação de oxigênio e alteração no ritmo cardíaco. Ela foi transferida para a UTI naquele mesmo dia.
Jandira faleceu às 19h30 do dia 11/06, conforme anotação médica registrada no hospital.
Hospital admite erro e abre sindicância
O Hospital Beneficência Portuguesa admitiu o erro em nota e abriu uma sindicância interna. A unidade também adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos, incluindo desligamentos, segundo a mesma nota.
A avaliação médica e técnica do hospital concluiu que a cirurgia não alterou o prognóstico da paciente. O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) declarou não ter recebido nenhuma notificação oficial a respeito do ocorrido até aquele momento. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), por sua vez, afirmou não ter localizado qualquer registro relacionado ao caso.
A Comissão de Ética do hospital encaminhou o caso ao Cremesp com reunião agendada para a próxima sexta-feira (24/07). O prazo para encaminhar o caso ao Coren-SP é de 60 dias a partir da ocorrência, conforme informou o próprio hospital.




