A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de falsificar certificados de brigadistas na capital. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro empresas ligadas a dois irmãos apontados como principais responsáveis pelo esquema.
De acordo com as investigações, ao menos dez pessoas teriam obtido certificados sem realizar os cursos obrigatórios, o que representa risco direto à população em situações de emergência. A denúncia que deu origem à apuração partiu do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
As diligências ocorreram simultaneamente em regiões como Taguatinga, Vicente Pires, Gama e Santa Maria, com o objetivo de desarticular o grupo e apreender documentos que comprovem as irregularidades.
Segundo o delegado Frederico Teixeira (foto), há indícios de que as fraudes acontecem desde 2024. “Há registros de falsificações a partir de 2024. Fizemos apreensão de vasta documentação, que ainda será analisada, então pode ser que apareçam novos casos”, afirmou.
O delegado destacou ainda que, apesar de as empresas investigadas estarem com CNPJ regular, os crimes teriam ocorrido durante a prestação dos serviços. “A questão está na execução. Quando foram prestar o serviço, cometeram o crime, e é isso que estamos apurando”, explicou.
As investigações também apontam que entre oito e dez pessoas podem estar envolvidas no esquema, incluindo integrantes da administração das empresas. No entanto, o foco principal recai sobre dois irmãos que, segundo a polícia, gerenciavam os negócios por meio de procurações, mesmo sem constarem formalmente nos quadros societários.
Durante uma das ações, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de 12 munições de calibre 38.
A Polícia Civil segue analisando o material apreendido para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiários do esquema.




