O mundo pode enfrentar o El Niño mais intenso em 140 anos na segunda metade de 2026 e a chande de o fenômeno atingir o Brasil é de 80%, segundo alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). O órgão, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, alertou o governo federal na semana passada.
Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica indicam que este pode ser o Super El Niño mais forte já registrado desde o século XIX. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, trará impactos preocupantes para o país, com alterações severas nos padrões climáticos.
Super El Niño pode ser o mais intenso em 140 anos
O Super El Niño previsto para 2026 tem potencial para superar todos os eventos históricos registrados nos últimos 140 anos. A previsão se baseia em análises de padrões atmosféricos e oceânicos. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, mas em intensidade muito superior aos episódios comuns. Segundo as projeções, o aquecimento oceânico ficará muito acima da média histórica, gerando impactos climáticos severos em escala global.
Recordes de temperatura até 2027
O Super El Niño previsto pode levar o planeta a registrar novos recordes de temperatura até 2027, conforme indicam as projeções. O fenômeno intensifica o aquecimento global ao liberar calor acumulado nos oceanos para a atmosfera.
Na prática, segundo especialistas climáticos, isso significa aumento de eventos extremos como secas prolongadas em algumas regiões e chuvas intensas em outras. O Brasil historicamente sofre com alterações nos padrões de precipitação durante episódios de El Niño.
O que é o El Niño e como afeta o Brasil
O El Niño é um fenômeno natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e modifica padrões de chuva em diversos continentes.
Para o Brasil, o fenômeno costuma trazer secas no Norte e Nordeste, enquanto provoca chuvas acima da média no Sul. O último episódio forte ocorreu entre 2023 e 2024, contribuindo para desastres climáticos em várias regiões do país.




