O Banco Central do Brasil determinou, nesta sexta-feira (26/06), a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, distribuidora de títulos e valores mobiliários com sede em São Paulo (SP).
A Sefer foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero e administra fundos ligados aos possíveis esquemas de fraude no Banco Master.
A medida do BC foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da empresa e por “graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”, como diz o comunicado do BC.
A distribuidora também descumpriu regras legais de forma reiterada, segundo o BC. A autoridade monetária informou que vai apurar responsabilidades dentro de suas competências legais, o que pode resultar em sanções administrativas.
Bloqueio de bens e risco para credores
A partir da data da decretação, os bens dos controladores e ex-administradores da Sefer Investimentos ficam indisponíveis. Isso significa que essas pessoas não podem vender, transferir ou usar esses patrimônios enquanto as investigações avançam.
De acordo com o Banco Central, a distribuidora tem pouca representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e respondia por apenas 0,0004% do ativo total do sistema. Em recursos de terceiros administrados, a fatia chegava a 0,17% do total do SFN.
A instituição estava classificada no segmento S4 da regulação prudencial, categoria que agrupa instituições de menor porte e complexidade dentro das regras do Banco Central.
Reportagem em atualização




