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CEO do Itaú Unibanco diz que caso Banco Master não pode se repetir

Milton Maluhy Filho afirmou que algumas plataformas usaram o FGC como forma de alavancagem de suas operações, viabilizando modelo de negócio não sustentável

O presidente-executivo do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou nesta quinta-feira (5/02) que não se pode permitir que um evento como o que aconteceu envolvendo o Banco Master, que drenou uma parte relevante das reservas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), volte a acontecer.

“Não podemos permitir que um evento dessa magnitude aconteça novamente, da forma como aconteceu. Esse é o ponto mais importante, é um evento muito, muito material”, afirmou o executivo em entrevista coletiva para comentar os resultados do quarto trimestre e de 2025.

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“Há aprendizados em vários aspectos, e esses aprendizados agora têm que ser bem digeridos por todos os agentes que são responsáveis pelo acompanhamento e condução de casos como esse”, acrescentou.

Ele citou que algumas plataformas utilizaram o FGC como forma de alavancagem de suas operações, viabilizando um modelo de negócio não sustentável.

“Tenho a impressão de que o que acabou acontecendo é que os interesses próprios vieram na frente dos interesses do sistema, nesse caso”, afirmou, destacando que isso, “no final do dia, deixou uma conta para o sistema de R$ 55 bilhões”.

O Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. O banco ganhara os holofotes nos últimos anos com seu crescimento agressivo financiado por emissão de dívida com promessa de retornos polpudos a investidores.

No começo da semana, o FGC afirmou que já haviam sido pagos R$ 35,1 bilhões em garantias a credores do Master.

Leia mais: PF investiga grupo Fictor por suspeita de crimes contra o sistema financeiro

O CEO do Itaú destacou ainda que será necessário fazer uma recapitalização do FGC dado o impacto importante, e disse que há debates em andamento sobre como isso será feito.

“Existe, sim, um processo de debate que vem ocorrendo ao longo das últimas semanas sobre esse tema, todos debruçados, os bancos, as associações de bancos, todas mergulhadas entendendo os impactos do sistema”, afirmou.

“O nosso principal objetivo é como é que a gente atenua ao máximo o custo. O aporte vai ser feito, mas como é que a gente atenua o custo, porque um evento dessa magnitude, no final do dia, acaba gerando um impacto na sociedade.”

Por Reuters

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