China pede que EUA suspendam tarifas após Trump elevar taxas de 10% para 15%

Ministério do Comércio chinês classifica medida como violação de regras internacionais e solicita revogação imediata das taxas

Por Redação TMC | Atualizado em
Donald Trump discursa ao microfone na Casa Branca
Donald Trump comenta conflito contra o Irã. (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

O Ministério do Comércio da China solicitou aos Estados Unidos a revogação das tarifas de importação. O pedido foi feito após Donald Trump aumentar as taxas de 10% para 15% sobre produtos globais. A Suprema Corte norte-americana havia determinado que o presidente ultrapassou seus poderes ao impor tarifas amplas sem aprovação do Congresso.

O presidente norte-americano divulgou a elevação da tarifa mundial por meio de sua plataforma Truth Social, por volta das 13h de sábado (21/02). A mudança ocorreu menos de 24 horas depois de o presidente informar que usaria um novo mecanismo legal para aplicar a taxa de 10% sobre importações.

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Trump apresentou a medida como forma de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas”. O presidente afirmou ter realizado “uma análise completa e detalhada” da decisão judicial. Segundo Trump, a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes. A administração definirá “as novas tarifas legais e permissíveis” nas próximas semanas para aplicação global.

A decisão da Suprema Corte

John Roberts, presidente da Suprema Corte, foi o relator da decisão e liderou a maioria dos votos. O juiz afirmou que Trump necessita de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço. Os magistrados confirmaram decisão de instância inferior que concluiu que Trump “extrapolou sua autoridade” ao utilizar a IEEPA, de 1977. Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh formaram os votos vencidos.

O processo teve início em meados de 2025. Empresas afetadas pelas tarifas e 12 estados americanos, majoritariamente governados por democratas, apresentaram a ação. Os questionamentos contestaram o uso da lei para estabelecer tarifas de importação de maneira unilateral.

Ministério chinês critica tarifas

O Ministério do Comércio da China emitiu nota oficial em resposta às tarifas. O órgão declarou que as taxas “violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes”. O governo chinês informou que realiza uma avaliação completa do caso. O ministério observou que os EUA planejam manter as tarifas sobre parceiros comerciais por meios alternativos, incluindo investigações comerciais.

“A China continuará acompanhando de perto essa situação e defenderá firmemente seus interesses”, declarou o ministério.

Presidente classifica decisão como vergonha

Trump classificou a decisão como “uma vergonha” em reunião com governadores estaduais, segundo a agência Reuters. O presidente disse que já tinha um “plano B” para manter as taxas sobre produtos importados. Trump finalizou sua postagem com a frase “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!”.

A medida atinge todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos. A China foi o primeiro país a se manifestar oficialmente contra o aumento. A administração Trump definirá nas próximas semanas as novas tarifas que serão aplicadas globalmente. Trump indicou que possui alternativas legais para manter sua política tarifária.

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