Ibovespa sobe 2 mil pontos e dólar cai após susto com tarifas de Trump

O dólar comercial registrou queda de 0,27%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,009 na venda, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 1,16%

Por | Atualizado em:
(Foto: Divulgação/B3)

O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (02/06) em alta de 1,16%, cotado aos 174.197,64 pontos, com um ganho de 2.000,18 pontos no dia. O mercado acionário brasileiro engatou uma firme trajetória de recuperação técnica, sacudindo o pessimismo acumulado após consecutivas quedas recentes.

Embora o dia tenha começado com sobressaltos devido ao anúncio de novas barreiras comerciais por parte de Washington, os investidores operaram na compra ao avaliarem que os danos reais à economia doméstica serão limitados.

Acesse o canal da TMC no WhatsApp para ficar sempre informado das últimas notícias

A trégua no ambiente doméstico foi amparada pelo forte apetite por risco no exterior, onde o índice S&P 500 renovou suas máximas históricas impulsionado pelas empresas de tecnologia e pelo monitoramento atento das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Essa conjuntura internacional de alívio ajudou a abafar o desconforto com a persistente valorização nos preços do barril de petróleo.

De acordo com Bruno Perri, economista-chefe e estrategista da Forum Investimentos, o impacto comercial das novas tarifas propostas pelo presidente Donald Trump será menor do que o antecipado.

“As tarifas vão atingir aproximadamente 25% dos produtos brasileiros. Uma boa parte da nossa pauta exportadora para os Estados Unidos, sobretudo aquelas de importância estratégica ou que afetam o bolso do americano — como terras raras e aeronaves —, ficou de fora. Entendo que o impacto na nossa balança comercial efetivamente vai ser pequeno”, analisa Perri.

O estrategista observa que o uso do desmatamento ou do sistema PIX como argumentos para as taxações funciona mais como “uma justificativa para se fazer pressão sobre o Brasil” do que uma barreira de fundamento. Perri lembra que o Brasil já possui um déficit comercial com os americanos (compra mais do que vende), de modo que o foco concorrencial de Washington deveria estar na China ou na União Europeia.

“O desmatamento ilegal tem recuado de forma paulatina, e usualmente a agenda ambiental não define a política comercial de Trump”, acrescenta.

Dólar

O dólar comercial registrou queda de 0,27%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,009 na venda, após flutuar entre a mínima de R$ 5,000 e a máxima de R$ 5,023.

O recuo da moeda norte-americana representou um movimento de alívio técnico localizado após as fortes altas acumuladas na semana. A desvalorização frente ao real ocorreu em um dia de calmaria no cenário internacional, com o índice DXY (que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos) operando em patamar de estrita estabilidade.

A bolsa brasileira deu sinais de maturidade ao separar o ruído político de Washington do real impacto financeiro sobre as suas exportadoras.

O retorno do fluxo de compras técnicas indica que o preço dos ativos locais havia ficado excessivamente descontado após a sequência de baixas.

Com o dólar estacionado no importante suporte psicológico dos R$ 5,00, o rumo dos mercados nesta semana continuará atrelado ao desfecho das negociações no Oriente Médio.

Leia mais: “O Pix assusta eles”, afirma Lula após ofensiva comercial dos EUA

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05