A proximidade entre a Copa do Mundo 2026 e o Dia dos Namorados deve movimentar o varejo brasileiro de um jeito diferente. Segundo levantamento nacional da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a PiniOn, 55,8% dos consumidores acreditam que o torneio vai atrair mais pessoas às compras na data.
A pesquisa ouviu 1.619 entrevistados em todo o país e traça um panorama do comportamento do consumidor para junho de 2026.
Itens ligados ao Mundial — como camisetas, bonés, bolas e bandeiras — aparecem em 46,3% das intenções de compra citadas pelos entrevistados. O número coloca os produtos do torneio entre os mais lembrados para presentear na data.
Roupas, calçados e acessórios lideram o ranking geral, com 35,3% das menções. Na sequência, aparecem chocolates e bombons (28,5%) e perfumes (26,9%). Programas gastronômicos, como sair para comer fora, foram citados por 24,9% dos respondentes.
Apesar do entusiasmo com o torneio, 57,5% dos consumidores afirmam que o Mundial não vai alterar o valor destinado aos presentes. Ou seja: a Copa pode ampliar o número de compradores, mas não necessariamente o ticket médio de cada um.
O levantamento da ACSP e da PiniOn também revela onde as pessoas pretendem comprar. 56% das aquisições devem acontecer em lojas físicas, e 42,9% dos consumidores preferem pequenos estabelecimentos.
Essa preferência pelo comércio de bairro é uma oportunidade para lojistas locais que souberem combinar produtos temáticos da Copa com os presentes tradicionais da data.
O que freia o consumo
A perspectiva geral é de leve crescimento nas vendas para o Dia dos Namorados 2026. Mas a expansão tem limites claros, conforme aponta a pesquisa: a taxa de juros elevada, a inflação de itens básicos e o endividamento das famílias seguram um avanço mais robusto.
Na prática, isso significa que muitos consumidores vão querer aproveitar o clima da Copa para presentear, mas precisarão equilibrar o entusiasmo com o orçamento apertado.




