Ao final de 2026, o endividamento público do Brasil deve registrar a segunda maior alta entre os países que integram o G20. O avanço projetado fica atrás apenas do registrado pela China.
Os dados constam em um levantamento do Instituto Teotônio Vilela baseado nas estatísticas oficiais do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O levantamento detalha a trajetória das contas públicas:
Relação com o PIB: Em 2022, a dívida bruta brasileira correspondia a 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção do FMI é que o indicador encerre 2026 em 96,5% do PIB.
Variação: O aumento projetado para o Brasil é de 12,6 pontos percentuais no período. Na China, que lidera o indicador no bloco, a alta estimada é de 29,6 pontos percentuais.
No ranking global do FMI, que analisa 187 economias, o Brasil ocupa a 19ª posição entre as nações com maior aumento de endividamento desde 2023. Entre os países de maior porte econômico que lideram essa lista estão Brasil, China, Finlândia e Polônia.
Leia mais: Ministério da Fazenda projeta a inflação em 5,1% e prevê estouro do teto da meta
Trajetória fiscal
Analistas econômicos apontam que o crescimento da dívida pública influencia a percepção de risco fiscal do país. Essa métrica é utilizada para balizar decisões sobre a taxa básica de juros (Selic) e o controle da inflação.
Para os próximos quatro anos, as projeções do FMI indicam que o endividamento brasileiro pode alcançar 105% do PIB caso seja mantida a atual trajetória de receitas e despesas públicas.




