O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, na terça-feira (28/07), o repasse de R$ 13,04 bilhões aos titulares de contas vinculadas ao fundo. Ao todo, 138,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados — são aqueles que possuem conta aberta automaticamente no momento da contratação com carteira assinada.
De acordo com o Conselho Curador do FGTS, os créditos deverão ser efetuados até 31/08 de 2026. Vale destacar, porém, que as regras do fundo impedem o resgate imediato desses valores. O acesso ao dinheiro está condicionado a situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria ou ao atingir a idade de 70 anos.
Quanto cada trabalhador vai receber
O crédito corresponde a um acréscimo de 1,87% sobre o saldo de cada conta. “Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante”, conforme exemplo divulgado pelo Conselho Curador do FGTS.
Com o crédito aprovado, “a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90%”, conforme informou o Conselho. No mesmo período, o IPCA registrou alta de 4,26%, o que representa um ganho real de 2,53 pontos percentuais sobre a inflação oficial.
Esse resultado tem respaldo em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a remuneração do FGTS garanta, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos.
O montante de R$ 13,04 bilhões equivale a 89% do lucro total registrado pelo FGTS em 2025, que foi de R$ 14,65 bilhões, conforme dados do Conselho Curador.
Histórico de distribuições
Esta não é a primeira vez que o FGTS reparte seus lucros com os trabalhadores. Em 2025, o Conselho havia aprovado a distribuição de 95% do lucro de 2024, o que totalizou R$ 12,9 bilhões.
Em 2024, o fundo havia repassado R$ 15,2 bilhões relativos ao resultado de 2023 — exercício em que o FGTS atingiu R$ 23,4 bilhões de lucro, cifra recorde, embora o Ministério do Trabalho tenha proposto destinar somente 65% desse montante aos trabalhadores.




