O Conselho Curador do FGTS divulgou nesta terça-feira (28/07) que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou, ao fim de 2025, um resultado líquido contábil de R$ 14,7 bilhões — cifra 7,7% superior ao desempenho de R$ 13,6 bilhões apurado no exercício anterior, em 2024.
O fundo reúne os depósitos mensais feitos pelos empregadores em nome dos trabalhadores com carteira assinada. Seu desempenho financeiro afeta diretamente a correção do saldo de quem tem dinheiro guardado no fundo.
Crédito puxa o resultado
O principal motor do crescimento foi a receita com empréstimos e financiamentos. Essas rendas somaram R$ 40,3 bilhões em 2025, ante R$ 30,2 bilhões em 2024, avanço de 33,4% em um ano, conforme o Conselho Curador.
Na prática, o FGTS empresta recursos para programas de habitação e saneamento. Quando os juros cobrados nessas operações sobem ou o volume de contratos cresce, a receita do fundo aumenta, e o lucro acompanha.
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Patrimônio bate novo patamar
Segundo o Conselho Curador, o patrimônio total de ativos do FGTS alcançou R$ 837,7 bilhões ao término de 2025, o que corresponde a uma expansão de 8,7% em relação aos R$ 770,5 bilhões contabilizados em 2024.
Esse patrimônio representa o conjunto de recursos que o fundo administra: saldos dos trabalhadores, aplicações financeiras e carteira de crédito. Quanto maior o ativo, maior a base para gerar rendimentos e financiar obras de infraestrutura urbana.




