Galípolo evita citar BRB, mas garante que BC monitora bancos fora das regras de Basileia

Presidente do BC afirmou que autoridade acompanha capitalização, liquidez e caixa de instituições com problemas prudenciais

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Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo
Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (Foto: Alexandre Boiczar/Banco Central)

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25/05) que a autoridade monetária acompanha de perto a situação de bancos que não cumprem as normas do Acordo de Basileia — conjunto de diretrizes internacionais criado para garantir a estabilidade do sistema financeiro. O monitoramento inclui capitalização, liquidez e capacidade de caixa dessas instituições.

Galípolo fez as declarações durante apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF). Ao ser questionado sobre o Banco de Brasília (BRB), ele preferiu não entrar em detalhes. Segundo o presidente do BC, comentar casos específicos poderia causar mais dano ao sistema financeiro do que ajudar.

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Para ilustrar o ponto, Galípolo comparou a cobertura jornalística sobre o BRB a um “BBB da supervisão bancária”. A frase resume a posição do BC: a fiscalização acontece, mas sem exposição pública de cada caso.

Segundo Galípolo, enquanto uma instituição não resolve seus problemas prudenciais — ou seja, questões ligadas à solidez e ao cumprimento de regras —, o BC adota medidas de enforcement (controle e exigência de cumprimento de obrigações). Ele afirmou que o BC não entra “na conveniência das decisões privadas” dos bancos.

O Índice de Basileia é o indicador que mede essa solidez. Ele mostra quanto capital próprio um banco tem para cobrir os riscos das suas operações. Quando esse índice fica abaixo do mínimo exigido, o BC pode agir.

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O que a lei permite ao BC fazer

O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, detalhou as ferramentas disponíveis. Segundo ele, a legislação autoriza o BC a exigir capitalização, promover reorganização societária ou até determinar a transferência de controle de uma instituição em situação de deterioração prudencial.

Aquilino destacou que o objetivo da atuação é assegurar a normalidade da economia pública e proteger depositantes e investidores — não orientar escolhas de produtos. Ele lembrou que “o Banco Central não recomenda que tipo de CDB comprar”.

Para o cidadão comum, isso significa que o BC age nos bastidores para evitar que um banco com problemas coloque em risco o dinheiro de quem tem conta ou investimento nele.

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