Alan Greenspan, que comandou o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) por quase duas décadas, morreu aos 100 anos nesta segunda-feira (22/06). A causa foi complicações relacionadas à doença de Parkinson, segundo informou sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell.
Greenspan nasceu em 6 de março de 1926, em Nova York. Assumiu a presidência do Fed em 11 de agosto de 1987 e permaneceu no cargo até 31 de janeiro de 2006, um período de quase 19 anos à frente da instituição que define os juros nos EUA.
Ao longo de sua trajetória no Fed, Greenspan conduziu a política monetária americana durante cinco mandatos consecutivos. Nesse intervalo, serviu sob quatro presidentes diferentes, atravessando governos de ambos os partidos políticos.
A política monetária é o conjunto de decisões sobre juros e crédito que afeta diretamente o custo do dinheiro, e, na prática, o preço do financiamento da casa, do carro e do cartão de crédito para o cidadão comum.
Ao anunciar a morte do marido, Mitchell fez uma breve homenagem. Ela descreveu o marido como alguém que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sempre honesto ao reconhecer seus erros. Eles se conheceram em 1984.
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Sobre a vida pessoal, Mitchell afirmou que ele moldou sua vida desde o primeiro encontro. Ela destacou que ele tinha uma “exuberância irracional” por beisebol, pelo Washington Commanders (time de futebol americano), tênis, golfe e música, especialmente jazz.
Por fim, Mitchell declarou: “Ele será lembrado por sua genialidade e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a alegria da minha vida.”




