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Presidente do Fed é alvo de investigação criminal nos EUA e critica Trump

Jerome Powell denuncia ação do Departamento de Justiça e relaciona caso a pressões do governo após recusa em reduzir juros rapidamente

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

Procuradores federais dos Estados Unidos iniciaram uma investigação criminal contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central do país. O próprio Powell anunciou a investigação em vídeo nesta segunda-feira (12/01).

Segundo ele, o Departamento de Justiça americano entregou intimações ao Fed e ameaçou apresentar acusação criminal relacionada ao seu depoimento sobre reformas nos prédios da instituição.

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Powell classificou a ação como “sem precedentes” e a relacionou a pressões do governo Trump após sua recusa em reduzir as taxas de juros na velocidade desejada pelo presidente.

“Isso diz respeito a se o Fed poderá continuar a definir taxas de juros com base em evidências e condições econômicas ou se, em vez disso, a política monetária será direcionada por pressão política ou intimidação”, declarou o presidente do Banco Central americano.

O jornal “The New York Times”divulgou a informação inicialmente, indicando que o caso será conduzido pelo Escritório do Procurador dos EUA para o Distrito de Columbia. O governo americano ainda não confirmou oficialmente a investigação.

“Tenho profundo respeito pelo Estado de direito e pela prestação de contas em nossa democracia. Ninguém, certamente nem o presidente do Fed, está acima da lei, mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças da administração e da pressão contínua do governo”, afirmou Powell.

Trump negou conhecimento sobre a investigação em entrevista à NBC News divulgada no domingo (11/01). “Não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed, e também não é bom em construir prédios”, disse o presidente americano, que tem criticado Powell publicamente e o responsabilizado pela inflação e pelos custos elevados nos EUA.

Durante o segundo semestre de 2025, o Fed reduziu a taxa de juros três vezes, embora Trump tenha pressionado por cortes mais rápidos. O preço do ouro subiu 1,4% nesta segunda-feira, atingindo US$ 4.572,36 por onça, após alcançar o recorde de US$ 4.600,33. A prata também registrou alta de 5,4%, chegando a US$ 83,26 por onça, depois de atingir o pico de US$ 84,58.

A investigação contra Powell se soma a outras ações judiciais promovidas durante o governo Trump. O presidente tentou demitir Lisa Cook, governadora do Fed, por suposta fraude hipotecária, caso que foi bloqueado por um tribunal federal e será analisado pela Suprema Corte ainda em janeiro.

Acusações contra adversários políticos, como a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e o ex-chefe do FBI, James Comey, foram rejeitadas pela justiça.

O senador republicano Thom Tillis declarou que se oporá à indicação de qualquer substituto para Powell ou outros nomeados para o Conselho do Fed “até que essa questão legal seja totalmente resolvida”. Ele questionou: “Agora quem está sob questão é a independência e a credibilidade do Departamento de Justiça [dos EUA]”.

A senadora democrata Elizabeth Warren acusou Trump de tentar afastar Powell para “instalar outro fantoche para concluir sua tomada de controle corrupta do banco central americano”. Warren defendeu que “Este comitê e o Senado não deveriam avançar com qualquer indicado de Trump para o Fed, inclusive o presidente do Fed”.

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