O mercado financeiro elevou a estimativa para a inflação brasileira em 2026 para 4,86%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27/04). O índice supera o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%. Esta é a terceira semana consecutiva em que a projeção ultrapassa o limite superior.
A reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central começou nesta segunda-feira (27/04). Os analistas esperam um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic, que passaria dos atuais 14,75% para 14,50%. As informações são de Luciana Casemiro, na coluna da Miriam Leitão, n’O Globo.
O indicador registrou a sétima alta seguida no levantamento semanal. A projeção avançou de 4,80% na semana passada para 4,86%, aproximando-se dos 5%. O aumento reflete as pressões inflacionárias observadas pelos economistas consultados pelo Banco Central.
Para 2027, a estimativa subiu para 4%. A projeção para 2028 alcançou 3,61%. As duas revisões representam elevações em relação aos números anteriores.
A guerra no Oriente Médio elevou os preços do petróleo no mercado internacional. O barril abriu as negociações desta segunda-feira (27/04) cotado a US$ 106,66. O conflito no Golfo Pérsico impacta diretamente as projeções de inflação no Brasil.
A expectativa para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 13%. Antes do início do conflito, os analistas previam que os juros básicos da economia encerrassem o ano em 12%.
O dólar teve a terceira queda consecutiva. A moeda americana recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25. O movimento contrasta com a alta nas projeções de inflação.




