Dois processos judiciais que tramitam há anos na Justiça viram objeto de leilão. A massa falida da Varig colocará à venda, em 16 de julho, os direitos creditórios dessas disputas. A informação foi publicada pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal “O Globo”.
O valor mínimo para arrematar os ativos está fixado em R$ 12 milhões. O pagamento deverá ser feito à vista, sem parcelamento.
Os créditos colocados à venda têm origem em duas ações judiciais. Uma delas envolve a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). A outra aponta a Eletrobras como parte contrária. Ambas as disputas se arrastam na Justiça há anos, sem resolução definitiva.
Ao vender esses direitos, a massa falida transfere ao comprador a posição de credor nessas ações. Quem arrematar passa a receber os valores, caso as causas sejam julgadas favoravelmente.
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Por que o leilão acontece agora
A lógica do leilão é converter incerteza jurídica em dinheiro imediato. Processos longos não geram caixa. Com a venda dos créditos, a massa falida antecipa recursos para quitar obrigações com os credores da antiga companhia aérea.
Para o comprador, o negócio funciona como um investimento de risco: paga-se R$ 12 milhões agora pela chance de receber um valor maior no futuro, dependendo do desfecho judicial.




