Emam Ashour entrou em campo nesta segunda-feira (15/06) para a estreia do Egito na Copa do Mundo, em Seattle, nos Estados Unidos. O meio-campista, camisa 8, balançou a rede no empate por 1 a 1 contra a Bélgica. Mas o nome dele circula por mais de um motivo.
Fora das quatro linhas, Ashour carrega uma condenação da Justiça egípcia. Em novembro de 2024, ele foi sentenciado a seis meses de prisão por agredir um segurança. A pena, porém, jamais foi cumprida.
O caso remonta a dois anos atrás, num shopping em Sheikh Zayed, próximo ao Cairo. Segundo a alegação do próprio jogador, sua esposa, Yasmine Hafez, o chamou contando que “um grupo de jovens teriam assediado ela, e a segurança não interveio”. Imagens de vídeo do local mostram Ashour revoltado no estacionamento.
Câmeras de segurança mostraram Ashour trocando empurrões com seguranças do shopping até que o funcionário cai no chão.
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A Justiça egípcia inicialmente considerou o jogador inocente. Os procuradores recorreram da decisão, e a condenação veio em novembro de 2024. Depois disso, Ashour fechou um acordo financeiro com o segurança e com a Procuradoria. Resultado: a prisão ficou no papel.
Amado por gigante do Egito, odiado por outro
Ashour surgiu no Haras El-Hodood e foi comprado pelo Zamalek, onde conquistou quatro títulos nacionais e recebeu as primeiras convocações para a seleção. Depois, tentou a sorte na Europa, pelo Midtjylland, da Dinamarca, em uma passagem que não rendeu o esperado.
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De volta ao Egito, assinou com o Al-Ahly, principal clube do país. Ao anunciar a transferência, ele próprio disse que assinava “com o maior time do Egito e da África, o Al-Ahly”, o que gerou a fúria de torcedores de sua ex-equipe.




