O empate sem gols entre Cabo Verde e Espanha, na estreia das equipes na Copa do Mundo, teve um significado especial para os africanos. Após a partida, o técnico Bubista destacou que o resultado foi fruto de uma mudança de mentalidade construída ao longo dos últimos anos e baseada em dois pilares: disciplina tática e coragem para enfrentar adversários mais tradicionais.
“O futebol é organização, é coragem. As equipas menores, ou que têm menos nome, pegam isso para tentar fazer o melhor contra as equipas grandes”, afirmou o treinador. Na avaliação dele, o domínio espanhol na posse de bola não representou necessariamente o controle do confronto. “A Espanha esteve quase todo o momento com bola, mas para controlar o jogo não é só posse de bola. Controlamos o jogo com a nossa organização”, acrescentou.
Bubista também ressaltou a evolução da seleção cabo-verdiana diante de rivais de maior peso no cenário internacional. “Temos passado muito tempo nessa mudança. Temos muitos jogadores que jogam em bons campeonatos, mas havia sempre uma certa deficiência quando encarávamos equipes mais fortes”, explicou.
Segundo ele, o grupo ganhou confiança e hoje encara esses desafios de outra forma. “Hoje em dia, podemos perder contra essas equipes, mas a nossa postura é outra. Os jogadores já têm noção de que podem competir”, completou.
Mesmo celebrando o ponto conquistado diante da favorita Espanha, o treinador deixou claro que a ambição da equipe vai além de apenas participar do Mundial.
“O nosso objetivo é competir ao mais alto nível. Vamos encontrar dificuldades, mas nós como cabo-verdianos nascemos para superar dificuldades”, concluiu Bubista, reforçando o espírito de superação que marcou a histórica atuação de Cabo Verde.
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