Copa do Mundo: Entenda por que o “Messi da Jordânia” não gosta do apelido

Destaque da sua seleção e pioneiro nas grandes ligas europeias, Al-Tamari enfrenta a Argentina em seu último jogo no Mundial

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O atacante Mousa Al-Tamari, da Jordânia, durante a partida da Copa contra a Áustria, em Santa Clara
(Foto: Eloisa Lopez/Reuters)

A despedida da Jordânia da Copa do Mundo de 2026 reserva um encontro simbólico. Neste sábado (27/06), a seleção asiática enfrenta a Argentina, líder do Grupo J e já classificada às oitavas de final, em um duelo que coloca frente a frente Lionel Messi e Mousa Al-Tamari, atacante conhecido internacionalmente como o “Messi da Jordânia” — um apelido que ele faz questão de rejeitar.

Apesar da comparação, Al-Tamari já afirmou em diversas ocasiões que não gosta de ser chamado dessa forma. Segundo o jogador, a associação com um dos maiores atletas da história do futebol cria uma pressão desnecessária e ofusca sua própria trajetória. O atacante prefere ser reconhecido apenas pelo próprio nome e pelo legado que vem construindo.

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O apelido surgiu no início da carreira, quando defendia o APOEL, do Chipre. As comparações eram motivadas pelas características físicas e pelo estilo de jogo: canhoto, veloz, com dribles curtos e costume de partir da ponta direita em direção ao centro para finalizar ou servir os companheiros.

Hoje, Al-Tamari é considerado o maior jogador da história do futebol jordaniano. Atualmente no Montpellier, da França, tornou-se o primeiro atleta do país a atuar em uma das cinco principais ligas europeias e liderou a Jordânia na campanha histórica do vice-campeonato da Copa da Ásia de 2024.

Na Copa do Mundo, porém, o cenário foi bem diferente. A Jordânia perdeu os dois primeiros jogos e entra em campo já eliminada, encarando a partida como a despedida de sua primeira participação em um Mundial.

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Do outro lado estará justamente o jogador que inspirou as comparações. Messi, artilheiro isolado da Copa com cinco gols e autor de todos os gols da Argentina até agora, começará a partida no banco de reservas. O técnico Lionel Scaloni confirmou que pretende preservar o camisa 10, já que a seleção garantiu antecipadamente a liderança do grupo, mas indicou que ele deve atuar por alguns minutos no segundo tempo.

A tendência é que a Argentina utilize uma equipe alternativa para dar ritmo aos reservas antes do mata-mata. Mesmo assim, Scaloni evitou qualquer clima de favoritismo e elogiou o adversário.

“É uma seleção que perdeu para a Argélia no último minuto. Contra a Áustria também fez um jogo equilibrado. É um bom rival”, afirmou o treinador.

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