O Corinthians confirmou, através do seu site oficial, que recebeu uma denúncia da Conmebol referente a uma atitude do atacante Memphis Depay na partida contra o Estudiantes de La Plata (ARG), no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, na última quarta-feira (09/09).
De acordo com o clube, a defesa do atleta pode ser apresentada até o dia 17 de setembro, um dia depois da partida de volta, e uma eventual punição aconteceria apenas depois do julgamento, que só pode ser realizado depois da apresentação de defesa.
A denúncia da Conmebol aconteceu porque, depois do gol de empate corintiano, marcado por Kaio César, Memphis Depay mostrou o dedo do meio para a torcida do Estudiantes.
Confira a nota publicada pelo Corinthians na íntegra:
Nesta quinta-feira (10), o Sport Club Corinthians Paulista recebeu uma notificação da CONMEBOL referente à denúncia realizada pelo Club Estudiantes de La Plata contra o atleta Memphis Depay.
A data-limite de defesa estipulada pela CONMEBOL foi 17 de setembro – um dia após o jogo de volta das quartas-de-final da CONMEBOL Libertadores. Portanto, uma eventual punição da CONMEBOL somente seria cumprida após o julgamento, que se dará posterior à apresentação da defesa.
Respeitando o prazo determinado pela CONMEBOL, o Corinthians realizará esta defesa para evitar qualquer tipo de punição a Memphis Depay.
Leia mais: +Gesto obsceno de Memphis na Argentina gera pedido de suspensão do Estudiantes à Conmebol
Caso parecido com Bruno Henrique
O episódio lembra o que aconteceu com Bruno Henrique, atacante do Flamengo, nas quartas de final da mesma competição no ano passado. O jogador também fez um gesto obsceno para a torcida do Estudiantes e foi levado para a Unidade Disciplinar da Conmebol.
Bruno Henrique participou de audiência no órgão e levou multa de US$ 25 mil, o equivalente a cerca de R$ 136 mil, e advertência. Com isso, ele foi liberado para atuar pela semifinal contra o Racing. A punição poderia gerar “suspensão por um número concreto de partidas ou por um período de tempo”, conforme o artigo 6 do Código Disciplinar.
Em depoimento, o atacante alegou ter sido atingido por um isqueiro durante o jogo. Depois, em comentário nas redes sociais, ele afirmou: “Só mostram a minha parte [provocando], mas a parte de nós jogadores sendo atingidos por objetos, latas e outras coisas não mostraram. Inclusive, só tive essa reação por ter recebido um isqueiro no rosto. Sou sempre o ruim da história, né? Incrível”, declarou o atacante na época.
*estagiário sob supervisão de Alexandre de Aquino




