A seleção do Canadá que se cuide em sua estreia na primeira Copa em casa, nesta sexta-feira (12/10), pois o adversário tem como líder uma verdadeira lenda do futebol do Leste Europeu: Edin Dzeko, maior artilheiro da Bósnia.
Um dos oito atletas deste Mundial com 40 anos ou mais (em uma lista com o astro português Cristiano Ronaldo, o meia croata Luka Modric e o goleiro mexicano Ochoa, entre outros), Dzeko atuou em mais de 53% das partidas da história da seleção de Bósnia e Herzegovina, marcando 73 gols em 148 jogos.
Principal referência técnica da Bósnia, Dzeko liderou a equipe na heroica classificação para a Copa de 2026, eliminando a tetracampeã Itália nos pênaltis. O atacante lesionou a clavícula e terminou a partida com o ombro enfaixado, simbolizando a luta de um país pelo retorno aos Mundiais após a frustrante campanha no Brasil, em 2014.
A batalha de Dzeko, no entanto, vai além dos gramados. Durante a infância, presenciou o conflito armado a poucos metros de sua casa durante a Guerra da Bósnia, que culminou na dissolução da antiga Iugoslávia. O jogador, que passou dos 6 aos 10 anos sob o medo constante da violência, se considera “sobrevivente”.
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“Temos sorte de sermos bósnios. Não digo isso apenas como um homem que realizou seu sonho, mas como um menino que sobreviveu à guerra e que poderia muito bem ter tido um destino diferente”, declarou em entrevista ao site “The Players Tribune”.
A Bósnia enfrentará o Canadá no BMO Field, em Toronto, às 16h. O estádio também vai receber a cerimônia de abertura da Copa do Mundo em solo canadense a partir das 14h30 (de Brasília), cerca de 90 minutos antes de a bola rolar.




