Oscar Schmidt já recusou NBA para defender a seleção brasileira

O Mão Santa chegou a ser draftado em 1984, mas optou por não rumar à NBA para seguir representando o Brasil

Por Victor Godoy | Atualizado em
Oscar Schmidt recusou a NBA uma vez para seguir defendendo a seleção brasileira
(Foto: Arquivo/CBB)

Nesta sexta-feira (17/04), morreu Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro. No decorrer de sua o basqueteiro se provou diversas vezes, especialmente em 1984, quando negou jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira.

Na época, a principal liga de basquete dos Estados Unidos e do mundo era ainda mais retristiva quanto à participação de estrangeiros. Por sua vez, Oscar Schmidt era o melhor jogador da liga italiana, considerada a segunda melhor do mundo, defendendo o Pavia e já havia conquistado duas medalhas de ouro nos Sul-Americanos de 1977 e 1983 e duas medalhas de prata, em 1979 e 1981.

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Assim, em 1984 o Mão Santa foi indicado para o draft da NBA e selecionado pelo New Jersey Nets, atual Brooklyn Nets, apenas na sexta rodada ou na 131ª escolha. Ainda, a oferta contratual era sem garantias tanto de que o astro brasileiro iria jogar quanto salarial, uma vez que os estadunidenses poderiam findar o acordo a qualquer momento sem conscentimento do jogador.

Além disso, havia uma condição da época: jogadores da NBA não defendiam suas seleções nacionais. Isso era estabelecido por um acordo entre a liga e a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), que entedia que o torneio estadunidense tinha um nível muito acima dos demais. Ídolo do Brasil, esse ponto foi o que mais pesou para Oscar Schmidt desistir do sonho americano.

“Falavam que a Itália era o melhor campeonato após a NBA. Se eu fosse para a NBA, arrebentaria também. Pode ter certeza! E aí o cara me convoca no sexto round, escolha 138. Eu falei ‘vou ter que ir lá para provar’. Cheguei e disse: ‘aqui é um ponto por minuto; se você me der 20 minutos, vão ser 20 pontos’. Foram cinco jogos que fizemos contra os times de lá e eles fizeram loucos por mim. Me ofereceram um contrato cut e eu recusei“, relembrou Oscar Schmidt em entrevista ao Podcast Denílson Show.

Neguei porque era proibido jogar lá e pela seleção do seu país. Eu já sabia que iria negar. Eu poderia ter ido depois, mas já estava mais velho, não sei se seria a mesma coisa, talvez fosse”, emendou.

Essa regra da NBA que não permitia que seus jogadores defendessem suas seleções nacionais foi derrubada em 1989. Em outros momentos, o Mão Santa chegou a ser sondado para defender a NBA, mas, como dito pelo próprio, não avançou. A investida mais forte foi após os Jogos Olímpicos de Barcelona, de 1992.

Ao fim de sua carreira, Oscar Schmidt foi nomeado no hall da fama da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), do Basketball Hall of Fame, dos Estados Unidos, e do Hall da Fama do Basket Itália.

No decorrer de sua carreira, Oscar Schmidt defendeu:

  • Cristal
  • Palmeiras
  • Sírio
  • América-RJ
  • Juvecaserta, da Itália
  • Pavia, da Itália
  • Forum/Valladolid, da Espanha
  • Corinthians
  • Bandeirantes
  • Mackenzie/Microcamp
  • Flamengo
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