Augusto Melo foi expulso do quadro associativo do Corinthians nesta segunda-feira (1º/06). O cartola, eleito para comandar o Timão entre 2024 e 2026, foi excluído antes do fim do seu mandato, que não será concluído também pois o ex-presidente foi impeachmado em maio de 2025.
Abaixo, a TMC relembra o mandato e o impeachment de Augusto Melo do Corinthians. Confira!
Promessa de reconstrução e aumento da dívida
Augusto tomou posse em janeiro de 2024 com um discurso de reconstrução. Prometeu valorizar a camisa, fechar acordo para nomear o centro de treinamento profissional e colocar as finanças em ordem. Segundo o balanço da gestão, ele cumpriu apenas uma dessas metas.
As finanças do clube pioraram durante o período. A dívida do Corinthians aumentou em R$ 829 milhões em seu único ano de mandato. O Conselho Deliberativo reprovou as contas de 2024 em abril de 2025. Antes disso, o Conselho Fiscal e o Conselho de Orientação já tinham apontado irregularidades na gestão financeira.
As contratações de Augusto Melo para o Corinthians
Augusto Melo promoveu uma profunda reformulação no elenco do clube, marcada tanto pela saída de grandes referências quanto pela chegada de novos nomes.
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Sob o pretexto de renovação do elenco, a gestão de Augusto Melo chamou a atenção da imprensa logo de início ao negociar e promover a saída de jogadores consolidados na história recente do clube e considerados “medalhões” pela torcida, como Gil, Renato Augusto, Fábio Santos e Giuliano, além de Cássio, que deixou o clube no decorrer do ano.
Com o espaço aberto na folha salarial e no plantel, o mandatário foi ao mercado de transferências de forma agressiva, contratando, ao todo, 13 atletas. Desse total, 11 envolveram transações financeiras e só duas foram quitadas. Atualmente, o Corinthians vem lidando com as consequências desses não-pagamentos.
O caso VaideBet
O maior contrato da era Augusto virou o maior problema. O acordo com a VaideBet, anunciado em 7 de janeiro de 2024, previa R$ 360 milhões em três anos de patrocínio master. A empresa interrompeu o vínculo de forma unilateral em junho do mesmo ano. A Polícia Civil abriu inquérito e, em maio de 2025, indiciou Augusto. O Ministério Público de São Paulo tornou o ex-presidente réu no processo.
Para fechar o negócio, o Corinthians precisava romper o vínculo com a PixBet, patrocinadora anterior. A rescisão custaria R$ 40 milhões. Melo afirmou, num primeiro momento, que a VaideBet arcaria com esse valor. Dias depois, ficou claro que a conta seria do próprio clube.
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Meses depois, a Polícia Civil abriu inquérito para apurar uma suspeita de laranja no acordo de intermediação do negócio. Ao fim das investigações, concluíram que Augusto Melo teria utilizado os desvios para quitar dívidas de sua campanha, tornando o ex-presidente réu ao lado dos ex-diretores Marcelo Mariano e Sérgio Moura e do empresário Alex Cassundé.
Foi por este caso que o Conselho do Corinthians votou por seu afastamento, referendado pela Assembleia Geral em maio de 2025.
Por que Augusto Melo foi expulso do Corinthians?
O ex-presidente foi expulso do quadro associativo do Corinthians como consequência dos ocorridos do dia 31 de maio de 2025. Afastado há quase uma semana da presidência na época, Augusto Melo e seus pares invadiram o Parque São Jorge. Ali, Maria Angela – que vai ter sua expulsão votada – se autoproclamou presidente do Conselho Deliberativo baseado em uma decisão do Conselho de Ética de 9 de abril que afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão.
Além disso, todas suas ações seriam invalidadas, dentre elas o pleito do dia 26 de abril, que afastou Augusto Melo.
Vale lembrar que o Conselho de Ética não é responsável por julgar membros do clube, ele apenas sugere decisões ao Conselho Deliberativo. Maria Angela também era a terceira na lista de sucessão de Romeu Tuma Júnior e “ocupou” a cadeira pelo fato de Roberson de Medeiros, vice-presidente até então, estava de licença médica.
Assim, Augusto Melo e seu grupo foram até a sala da presidência e tentaram afastar o presidente (então interino) Osmar Stabile, que estava com as torcidas organizadas fazendo uma reunião. O mandatário não quis deixar a cadeira e uma confusão se iniciou inclusive com os uniformizados.
A polícia foi acionada e conteve o caos no Parque São Jorge.




