Expulsões e renúncia: últimos três presidentes do Corinthians deixam o clube

Enquanto Andrés Sanchez e Augusto Melo foram expulsos, Duilio Monteiro Alves renunciou ao seu título

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(Foto: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nesta segunda-feira (1º/06), o ex-presidente Augusto Melo foi excluído do quadro associativo do Corinthians. A saída do cartola trouxe uma marca significativa para o Alvinegro: os últimos três presidentes não fazem mais parte do clube.

O primeiro a ser retirado do Parque São Jorge foi Andrés Sanchez, que presidiu o Corinthians em três momentos: 2007 a 2009; 2009 a 2011; e 2018 a 2020. Por usar o dinheiro do clube para gastos pessoais, o ex-presidente foi expulso na última segunda-feira (25/05).

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Antes da votação desta noite, Duilio Monteiro Alves, que presidiu o Corinthians de 2021 a 2023, renunciou ao título de sócio remido do Corinthians. Também investigado por usar dinheiro do clube para gastos pessoais. De acordo com o MP-SP, o Alvinegro teve prejuízo de R$ 41,82 mil em valores corrigidos.

Com essa renúncia, Duilio pode voltar ao quadro associativo caso deseje no futuro. Contudo, a TMC trouxe que caso o faça, o Corinthians pode recusar tê-lo como sócio.

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Agora, Augusto Melo também foi expulso do Parque São Jorge. Dos 156 conselheiros presentes na votação, 147 votaram a favor e cinco contra sua saída.

Qual foi o último presidente a não ser expulso do Corinthians?

(Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

O último ex-presidente do Corinthians que segue no quadro associativo do clube é Roberto Andrade, que dirigiu o Timão entre 2015 e 2018.

Conselheiro vitalício do Corinthians, o dirigente foi vice de Andrés durante seu segundo mandato e diretor de futebol durante a gestão Mário Gobbi, seu antecessor. Depois, recebeu 1.848 votos e tornou-se presidente.

Durante seu mandato, o Corinthians foi campeão do Campeonato Brasileiro em 2015 e 2017 e do Paulista no segundo ano. Em 2017, Roberto de Andrade também enfrentou um pedido de impeachment por ter assinado uma ata de assembleia e o contrato do estacionamento do estádio alvinegro antes de ser eleito. O cartola, porém, foi mantido no poder.

Após seu mandato, Roberto de Andrade chegou a ser diretor de futebol durante a gestão de Duilio. O dirigente atuou entre 2021 e março de 2023, quando renunciou em meio à pressão da torcida.

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Por que foi julgada a expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians?

O pedido pela expulsão de Andrés Sanchez do Corinthians nasceu devido à descoberta de gastos com o cartão corporativo do clube para uso pessoal durante seu terceiro mandato, que foi de 2018 a 2020. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o cartola usufruiu cerca de R$ 480 mil dos cofres do clube.

Andrés Sanchez neste momento vem sendo julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por apropriação indébita – o Ministério Público de São Paulo também vem exigindo que sejam acatadas as denúncias de lavagem de dinheiro crime tributário.

Por que Augusto Melo foi expulso do Corinthians?

O ex-presidente foi expulso do quadro associativo do Corinthians como consequência dos ocorridos do dia 31 de maio de 2025. Afastado há quase uma semana da presidência na época, Augusto Melo e seus pares invadiram o Parque São Jorge. Ali, Maria Angela – que vai ter sua expulsão votada – se autoproclamou presidente do Conselho Deliberativo baseado em uma decisão do Conselho de Ética de 9 de abril que afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão.

Além disso, todas suas ações seriam invalidadas, dentre elas o pleito do dia 26 de abril, que afastou Augusto Melo.

Vale lembrar que o Conselho de Ética não é responsável por julgar membros do clube, ele apenas sugere decisões ao Conselho Deliberativo. Maria Angela também era a terceira na lista de sucessão de Romeu Tuma Júnior e “ocupou” a cadeira pelo fato de Roberson de Medeiros, vice-presidente até então, estava de licença médica.

Assim, Augusto Melo e seu grupo foram até a sala da presidência e tentaram afastar o presidente (então interino) Osmar Stabile, que estava com as torcidas organizadas fazendo uma reunião. O mandatário não quis deixar a cadeira e uma confusão se iniciou inclusive com os uniformizados.

A polícia foi acionada e conteve o caos no Parque São Jorge.

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