Azul reduz 5% da capacidade de voos em maio e junho por alta no preço do combustível

Presidente Abhi Shah anunciou corte operacional nesta quinta-feira para mitigar impactos financeiros causados pelo conflito no Oriente Médio

Por Redação TMC | Atualizado em
Avião da Azul taxiando na pista
(Foto: José Fernando Ogura/AEN)

A companhia aérea Azul diminuiu cerca de 5% de sua capacidade operacional planejada para maio e junho de 2026. O presidente da empresa, Abhi Shah, anunciou a medida nesta quinta-feira (07/05), durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre de 2026. A decisão busca mitigar os impactos financeiros do aumento do preço do combustível de aviação, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.

A empresa já havia estabelecido um crescimento moderado para 2026. Porém, optou por ajustes adicionais na capacidade dos próximos dois meses para minimizar os efeitos da alta nos custos do combustível.

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A escalada dos preços do combustível de aviação, provocada pela guerra no Oriente Médio, motivou o corte na capacidade. A companhia avaliou que a redução temporária seria a estratégia mais adequada para enfrentar os custos elevados.

Shah destacou que a Azul foi a primeira companhia aérea do mercado brasileiro a implementar esse tipo de ajuste operacional. “Temos sido muito proativos e acho que fomos a primeira [companhia aérea] a agir nesse sentido”, disse.

A companhia planeja diminuir a exposição aos preços do combustível durante os próximos três a seis meses. Shah explicou que este deve ser o período de pico dos preços do combustível de aviação. A previsão de crescimento conservadora estabelecida para 2026 e a rede de fornecedores da Azul ajudam a aliviar os impactos do aumento de preços.

“Reduzimos a capacidade em cerca de 5% para maio e junho e iremos transferir essa redução estrategicamente para os meses seguintes, conforme necessário”, afirmou Shah.

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A empresa manterá a disciplina na gestão da frota de aeronaves. “Da perspectiva de capacidade, estamos muito bem posicionados e acho que não precisamos fazer nada estúpido, como aceitar aeronaves que não queremos. A frota está muito disciplinada. Isso nos dá muita confiança”, disse o presidente.

A Azul transferirá a redução de capacidade de forma estratégica para os meses subsequentes, conforme a necessidade ditada pela evolução dos preços do combustível. Não há informações sobre possíveis ajustes adicionais após junho ou sobre o impacto financeiro específico nos resultados da empresa.

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