A TransJordano receberá financiamento de R$ 140 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para criar um corredor verde voltado à descarbonização do transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo.
Aprovado nesta semana, o projeto combina recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Máquinas e Serviços. A iniciativa prevê a compra de 100 caminhões movidos a biometano e a construção de três estações de abastecimento.
Os postos serão edificados nas cidades de Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto. Essas localidades foram selecionadas para compor a rede de infraestrutura do corredor verde. O projeto também contempla a aquisição de equipamentos complementares, como tanques de armazenamento adicionais para ampliar a autonomia operacional dos veículos.
A Ultragaz participará da iniciativa como fornecedora do biometano. As estações de abastecimento poderão atender não apenas a frota própria da TransJordano, mas também caminhões de outras transportadoras. Essa abertura ampliará o acesso ao combustível sustentável e incentivará a transição energética no setor logístico.
A estimativa é de redução de aproximadamente 6,5 toneladas de CO₂ equivalente já no primeiro ano de operação da frota movida a biometano. O projeto se insere na estratégia do BNDES de apoio à transição energética no país. A iniciativa busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes do setor de transporte rodoviário de cargas, um dos segmentos mais relevantes para as emissões nacionais.
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Segundo o BNDES, o projeto integra a estratégia de apoio à transição energética e deve contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O cronograma de implementação do projeto não foi divulgado. Também não há informações sobre a data prevista para início das operações da frota, o valor individual dos caminhões ou o custo de construção de cada posto de abastecimento.




