Mercado estima aumento de 15% a 20% na gasolina da Petrobras

Expectativa cresce após sinalizações da estatal sobre necessidade de ajuste na política de preços

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Petrobras deve anunciar elevação no preço da gasolina A ainda nesta semana, segundo executivos de distribuidoras e analistas consultados pela Agência iNFRA. A expectativa é de alta entre 15% e 20%, o que representaria acréscimo de R$ 0,38 a R$ 0,51 por litro sobre o valor atual.

O momento considerado mais provável para o anúncio seria quinta ou sexta-feira (15/05). Historicamente, quando a estatal promove alterações nos combustíveis, costuma fazê-lo na segunda quinzena do mês.

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Congelamento dura desde janeiro

O valor médio da gasolina A nos polos de distribuição da companhia permanece em R$ 2,57 por litro desde o encerramento de janeiro. O período de congelamento se estende por mais de três meses, enquanto a defasagem em relação ao mercado internacional se ampliou.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), o produto da Petrobras está 85% abaixo do PPI (Preço de Paridade de Importação) do Golfo do México — uma diferença de R$ 2,13 por litro.

A consultoria Argus aponta distorção ainda maior ao considerar o custo efetivo de importação: a diferença ante o combustível que chega pelo Porto de Suape (PE) alcança R$ 1,64 por litro.

Sinalizações da presidência da estatal

Executivos da Petrobras têm indicado publicamente a necessidade de correção para manter os preços dentro da banda estabelecida pela política comercial da empresa. Essa política considera três variáveis: PPI, taxa de câmbio e preço praticado pela concorrência.

A presidente Magda Chambriard mencionou a possibilidade de aumento ao final de abril, condicionando a medida à aprovação da isenção de impostos federais prevista no PLP 114/2026 pelo Congresso Nacional.

Nesta semana, Chambriard voltou ao tema sem citar o projeto de lei. Segundo a executiva, a ausência de reajuste anterior se deveu à retração nos valores do etanol hidratado — combustível concorrente da gasolina.

Leia mais: Governo federal anuncia subsídio de bilhões do orçamento público para gasolina

Pressão do mercado internacional

A defasagem acumulada reflete a valorização do petróleo no mercado externo e a oscilação cambial dos últimos meses. Distribuidoras argumentam que o descompasso prejudica a previsibilidade de custos e distorce a competitividade entre combustíveis.

Analistas do setor avaliam que a estatal enfrenta pressão crescente para alinhar seus preços à realidade internacional, especialmente após sinalizações do Planalto sobre a necessidade de equilíbrio fiscal e sustentabilidade da política de preços.

A eventual correção impactaria diretamente o bolso do consumidor: com a margem das distribuidoras e os impostos estaduais, o reajuste de 15% a 20% na refinaria poderia elevar o preço final nas bombas entre R$ 0,50 e R$ 0,70 por litro, dependendo da região do país.

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