Entenda a febre dos grupos de assobios no WhatsApp

Grupos viram tendência e possuem até regras para os participantes

Por Agência JAGR | Atualizado em
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(Foto: 8photo via Freepik)

Um assunto que tem viralizado nas redes sociais nos últimos dias são os famosos grupos de assobiadores no WhatsApp. Mesmo que poucos entendam o motivo da existência desses grupos, muitos tratam como uma verdadeira forma de arte.

Cantos de passarinho, assobios sem pausa por um longo período de tempo e até músicas sendo “cantadas” através do assobio são exemplos de áudios recebidos pelos participantes dos grupos. Mas, afinal, do que se trata essa nova febre?

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Assobiadores de Maringá

Com grupos em diversos locais do Brasil, um deles foi criado por Isaac Gabriel, atleta do Maringá Rugby e jovem aprendiz, e já está com aproximadamente mil participantes. Para ele, o assobio é uma forma de demonstração de arte e o grupo serve para ser algo leve em meio a tanto ódio espalhado pelas redes sociais.

“Hoje em dia não dá para entrar num grupo sem ter figurinhas erradas. A ideia veio de um lugar saudável, apenas para assobiar. É uma forma de se soltar, porque não tem ninguém prendendo sua vontade. Um belo assobio é uma forma de arte. Assim como em qualquer coisa, a prática leva à perfeição”, disse Isaac em uma entrevista à GMC Online.

Ainda de acordo com o criador da comunidade, há regras que precisam ser seguidas e respeitadas pelos participantes. Alguns grupos têm a obrigação de que todos os usuários enviem um assobio por dia para demonstrarem que estão ativos. Além disso, os assobios como o famoso “fiu-fiu”, usado constantemente na rua em situações de assédio contra mulheres, são extremamente proibidos e resulta em banimento instantâneo. “Aqui o assobio é melodia, não assédio”, completa o jovem aprendiz.

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Associação Piauiense de Assobiadores

Outro grupo formado por assobiadores, agora no Piauí, é a APA (Associação Piauiense de Assobiadores), que já conta com mais de mil participantes. Criado pelo estudante de 19 anos, Vinícius Gomes de Oliveira, a comunidade veio de forma natural.

“A ideia surgiu de forma bem natural. Eu estava em casa, praticando assobio, e comecei a pensar que não devia ser o único, com certeza  existem outras pessoas que também gostam e querem melhorar. Foi daí que veio a vontade de reunir todo mundo com esse mesmo interesse, criar um grupo para treinar juntos, trocar experiências e evoluir”, afirmou o estudante em entrevista ao Piauí Hoje.

Organizar um grupo com tantas pessoas é uma tarefa difícil, mas o criador relata que há regras a serem seguidas e que as pessoas devem respeitar se não quiserem ser banidas. “Existem regras. O grupo com tanta gente sem, não era possível. Entre elas estão: sem propaganda, sem link de outros grupos e e sem demonstração de conteúdo inadequado, que muitas pessoas estavam fazendo e estavam sendo expulsas”, completa.

Outros grupos

Além desses grupos de assobios, existem versões de comunidades de miados, mugidos, latidos, imitadores de outros animais e até outros de sons característicos do cotidiano.

Para quem tem interesse em entrar nesses grupos, o caminho mais fácil é a partir das pesquisas pela internet com o nome ou tema dos grupos. Pela proporção atual, a busca fica mais simplificada e com mais resultados garantidos.

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