Autoridades internacionais de saúde acompanham com preocupação o novo surto de Ebola registrado na África Central. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 500 casos suspeitos da doença já foram identificados na República Democrática do Congo e em Uganda, com ao menos 130 mortes registradas.
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O avanço da doença reacendeu alertas globais devido ao risco de disseminação internacional, às dificuldades enfrentadas por países com sistemas de saúde fragilizados e ao temor de que o vírus volte a provocar uma emergência sanitária de grandes proporções.
O Ebola é uma doença viral grave causada pelo vírus da família Filoviridae. A infecção provoca febre hemorrágica e pode evoluir rapidamente para quadros severos e fatais.
Quais são os sintomas?
- febre alta;
- fadiga intensa;
- dores musculares;
- dor de cabeça;
- dor de garganta.
Nos casos mais graves, os pacientes podem apresentar vômitos, diarreia, alterações hepáticas e renais, além de hemorragias internas e externas.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão acontece principalmente por contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, além de superfícies contaminadas.
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Diferentemente de vírus respiratórios, o Ebola não possui transmissão aérea. Ainda assim, especialistas alertam que a doença pode se espalhar rapidamente em regiões sem estrutura sanitária adequada.
Por que o surto preocupa?
O atual cenário preocupa autoridades devido à intensa circulação de pessoas entre países africanos e à dificuldade de monitoramento em regiões de fronteira.
A OMS tem reforçado medidas como:
- rastreamento de contatos;
- isolamento de casos suspeitos;
- vigilância epidemiológica;
- suporte técnico aos países afetados.
Outro fator apontado por especialistas é o impacto da desinformação durante emergências sanitárias, o que pode dificultar ações de prevenção e aumentar o medo coletivo.
Até o momento, o Brasil não registra casos de Ebola. Mesmo assim, especialistas afirmam que o novo surto serve como alerta para todos os países.




