EUA ameaçam Peru após governo sugerir pausa em compra de aviões de combate

Embaixador Bernie Navarro alertou governo peruano sobre consequências de negociar de má-fé e prejudicar interesses norte-americanos

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Louiza Vradi/Reuters)

O embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro, ameaçou na sexta-feira (17/04) o presidente interino do país sul-americano, José María Balcázar. A reação ocorreu após Balcázar indicar que pode pausar a compra de aviões de combate para renovar a frota da Força Aérea. A manifestação do diplomata foi feita pela rede social X.

Navarro usou linguagem dura ao alertar as autoridades peruanas. “Se negociarem de má-fé com os EUA e prejudicarem os interesses norte-americanos, tenham certeza de que, como representante da administração Trump, utilizarei todas as ferramentas disponíveis para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região”, escreveu o embaixador.

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O presidente interino informou que está “avaliando” a situação. Balcázar planeja discutir o tema com seus ministros na próxima semana antes de tomar qualquer decisão definitiva. Ele assumiu a presidência em fevereiro, substituindo José Jerí.

O governo peruano ainda não informou se escolheu um modelo para a compra de 24 aviões de combate. A expectativa é que o país opte por caças F-16 dos Estados Unidos.

Balcázar afirmou que a aquisição implicaria um endividamento “enorme”. O presidente interino defendeu que a decisão deveria ser tomada pelo próximo governo, cujo mandato começa em 28 de julho.

“Meu governo é transitório e termina em julho. Acho que deveríamos deixar [a decisão] para o novo governo, após a eleição e [conforme] a vontade dos cidadãos”, afirmou Balcázar em entrevista à rádio peruana Exitosa. A declaração evidencia a preocupação com o impacto financeiro da operação.

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O processo de aquisição das aeronaves teve início durante o governo da ex-presidente Dina Boluarte. Boluarte foi destituída do cargo em outubro do ano passado, antes da conclusão das negociações.

A presidência do Peru divulgou um comunicado oficial em março deste ano. A declaração confirmou que o processo de compra permanecia em andamento, sem definição final sobre o modelo escolhido ou os termos contratuais da operação.

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