Romildo Batista de Lima, pastor de 69 anos natural de Chapada de Minas, morreu após uma parede desabar sobre ele durante o terremoto que atingiu a Venezuela na noite de quarta-feira (24/06). Ele completou 69 anos no dia 21 e viajava para visitar a família da esposa quando os abalos ocorreram.
Romildo morava em Uberlândia há mais de dez anos. Segundo a sobrinha Jhulya Ribeiro de Lima, a esposa dele, Carlha Nacarid, relatou o que aconteceu horas depois do desastre.
“Ela nos disse que quando o terremoto começou eles tentaram correr e a parede caiu sobre eles. Meu tio chegou a ser resgatado junto da Carlha ainda com vida, porém morreu no hospital. A esposa dele [Carlha] teve uma fratura na bacia e permanece internada”, disse Jhulya ao g1.
Carlha, que é venezuelana, segue hospitalizada. Romildo morreu na madrugada de quinta-feira (25/06).
Dois brasileiros confirmados entre as vítimas
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros em decorrência dos tremores. Em nota, o órgão afirmou: “O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas”. A identidade dos brasileiros não foi divulgada. O Itamaraty não revela dados de cidadãos por política de privacidade.
Os dois terremotos em sequência que sacudiram a região norte da Venezuela foram os mais fortes no país em mais de 100 anos, segundo o governo venezuelano. Até sexta-feira (26/06), o número de mortos havia chegado a 920, com 3.360 feridos registrados, números considerados provisórios.
Família sem certidão e sem resposta
A família de Romildo procurou o Consulado para obter orientações sobre o traslado do corpo, mas ainda não havia recebido a certidão de óbito até sexta-feira (26/06).
“Seguimos sem resposta. É muito desesperador porque queremos trazer meu tio, principalmente para fazer um velório digno para ele. Eles ficam jogando o contato um para o outro”, afirmou Jhulya.
A sobrinha também lamentou a perda do tio. “Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida. É muito triste ver pessoas assim perderem a vida dessa forma”, disse ela.
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